50 anos de ”Exile On Main Street.”: O disco que melhor representa os Rolling Stones.

Um dos discos que carregam uma das histórias mais intrigantes de todos os tempos está completando exatos 50 anos! Claro que ele teria de ser de uma das maiores bandas de todos os tempos, os Stones. Além de ter uma bela história, ele tem um conteúdo como poucos e eu te convido a ir comigo desvendar o maravilhoso ”Exile On Main Street”!

O ano é 1971, a banda já havia se consolidado em termos de importância e qualidade na indústria, eles haviam emendado os lançamentos de grandes clássicos como ”Some Girls”, ”Let It Bleed” e ”Sticky Fingers”. Com um rumo mais bem definido, a banda optou fazer um retiro para uma vila no sul da França chamada Nellcôte por conta das altas taxas de impostos que eram cobradas no Reino Unido.

E com novos, ares, num clima de verão, a banda improvisou um estúdio numa mansão, com diversas pessoas envolvidas, sem qualquer organização e de uma maneira muito descontraída que gerou um resultado muito interessante mas que é notório durante o disco, vamos falar melhor sobre isso em breve.

Fica até como recomendação o excelente documentário ”Stones In Exile”, que conta detalhadamente e vai até mais afundo com imagens da época e relatos de pessoas que estavam presentes naquela bagunça, na minha opinião o melhor documentário sobre um disco da história.

Falando um pouco sobre a sonoridade do disco, ele é fixado praticamente no Rock clássico dos Stones com alguns momentos de Folk, Country, Gospel e Blues que sempre estiveram presentes no som da banda. A quantidade de músicas é de 18 em 1 hora e 7 minutos de duração, fazendo do disco, duplo.

A quantidade de longe não é um problema e sim a qualidade de algumas delas, na minha opinião. Se eu tenho uma única crítica ao disco, com certeza seriam essas poucas gorduras nele, que seriam apenas ”Shake Your Hips”, ”Sweet Black Angel”, ”Soul Survivor” e ”I Just Want To See His Face”, fora isso, o disco é impecável.

Mas vamos falar sobre os destaques desse disco, que são muitos. A começar pelo começo, ”Rocks Off”, uma abertura sensacional, logo somos marcados pelos sopros, o riff rápido de Keith Richards bem característico e percebemos que a vibe é foda. Eu também curto bastante ”Casino Boogie”, uma faixa maravilhosa, numa onda bem descontraída e descompromissada que representa bem o disco.

Já a melhor música desse disco e uma das minhas favoritas sem dúvida é ”Tumbling Dice”, um riff que parece que veio do céu que se estende quase por toda a música, Mick Jagger parece estar sendo teletransportado para outra dimensão, o tipo de música que poderia durar para sempre, impossível enjoar, um verdadeiro épico. ”Sweet Virigina” é uma balada Country no melhor estilo para se encaixar na voz de Jagger, outro grandes destaque, subestimada pela galera.

Outra faixa que eu adoro e o pessoal pouco comenta sobre ela é ”Loving Cup”, belíssima, uma balada disfarçada de porrada, de muito bom gosto, muitos instrumentos e feeling por parte de Jagger. Já ”Happy” fica em segundo lugar na minha visão, uma música de Keith Richards simplesmente mágica, contagiante, muito animada e com um trabalho de guitarra simplesmente genial, sem mais.

Mais pro final temos uma música muito especial ”Let It Loose”, uma das músicas mais grandiosas da banda, assim como ”You Can’t Always Get What You Want”, na minha opinião impopular, a melhor performance vocal de Mick Jagger, ele une o gospel, com blues e rock e uma técnica inacreditável. Vale demais um destaque especial.

De considerações finais, ”Exile On Main Street” foi um disco pouco ovacionado na época de seu lançamento. Talvez muito por conta de ser um disco bem amplo, despojado, gravado em um porão e sem um refinamento aparente. Mas na minha visão essa é a grande graça desse trabalho, com certeza é o disco que mais representa a banda, a essência do Rock N’ Roll e o motivo dos Stones ser uma das maiores bandas da história do música. Fica a homenagem nos 50 anos dessa maravilha!

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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