45 anos de ”Let There Be Rock”: Um dos discos mais ardentes do AC/DC.

O ano de 1977 não foi só o ano do Punk Rock. Foi também o ano de muita gente boa brilhar com muitos discos fenomenais. O AC/DC foi responsável em lançar um dos melhores trabalhos de suas carreiras neste ano, o ”Let There Be Rock”, e é sobre sobre ele que vamos falar já que comemoramos os 45 anos de seu lançamento!

O AC/DC demorou um pouco pra cair no gosto da galera desde sua estreia oficial em disco em 1975 com ”High Voltage”, depois disso, em 1976 eles lançaram o bom ”Dirt Deeds Done Dirt Cheep” que também é regular mas mostra uma leve evolução da sonoridade do grupo. E procurando aperfeiçoar ainda mais a sonoridade e encontrar o caminho ideal de som e público, o AC/DC entrou em 1977 com uma grande oportunidade, já que o Rock mais simples estava em alta, o movimento Punk estava em ascensão meteórica e talvez a banda poderia se beneficiar disso.

É claro que eu não vou dizer que o ”Let There Be Rock” é um disco de Punk, pois de fato não é, mas a agressividade que o AC/DC desenvolveu neste disco, essa produção maravilhosa que machuca os amplificadores com as guitarras quase fumaçando é coisa de outro mundo que chamou a atenção dos fãs de Punk, para você ter uma ideia, na época esse disco era vendido na categoria de Punk nas lojas de discos.

Com uma imensidão de riffs, boas composições, performances magistrais de Bon Scott e uma banda afiada, o disco abre com ”Go Down”, logo de bateria está maravilhoso e já temos o indicativo que um disco lendário está por vir, ”Dog Eat Dog” é uma das composições mais diferentes da carreira da banda, estruturada de uma forma menos tradicional e mais ”punk” do disco. A faixa título é a grande obra prima desse disco, ”Let There Be Rock”, com pouco mais de 6 minutos de duração, essa é uma das mais monumentais da história do Rock, os solos de guitarra durante seu decorrer são de nos deixar boquiabertos.

Eu também adoro ”Bad Boy Boogie” e ”Problem Child” que não deixam de maneira alguma a peteca do disco cair e mostram o quão inspirados e determinados a banda estava em estabilizar a carreira no mercado! ”Overdose” é uma das mais pesadas, aquele trabalho de início de Angus com a guitarra já faz valer. O disco fecha com ”Whole Lotta Rosie” que dispensa maiores apresentações, apenas uma das maiores composições da história do Rock e que virou figura carimbada nos shows da banda até os dias de hoje, quem nunca gritou ”Angus” no intervalo dos riffs?! Muito clássico, um encerramento visceral e clássico assim com seu início, discasso!

Quando eu penso no ”Let There Be Rock”, eu penso num disco que arde nos ouvidos, a agressividade, o timbre das guitarras, as composições e a postura da banda fazem dele um dos maiores discos da história do Rock. Fora que é um dos mais importantes passos que a banda tomou naquela crucial segunda metade da década de 70. Com certeza está entre o meus favoritos de todos os tempos e é um disco base em qualquer coleção dos leitores aqui do Entre Acordes! Que possamos celebrar nos 45 anos desse disco gigante!



Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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