50 anos de ”Thick As A Brick”: Um grande disco conceitual do Jethro Tull.

Uma parada que eu curto no Jethro Tull são seus conceitos, cada disco parece um livro fantástico, tanto em termos visuais de capa e de como a banda se porta até o seu som extremamente original e inventivo. Hoje um de seus discos mais aclamados estão completando exatos 50 anos, o monumental ”Thick As A Brick”!

A banda do icônico vocalista Ian Anderson havia lançado o disco mais popular de suas carreiras, o ”Aqualung” que dispensa maiores apresentações, um disco importantíssimo de 1971 que traçava um conceito muito interessante entre a relação do homem com a religião, mas vale lembrar que aquele disco não é uma ópera rock.

Depois disso, a banda decidiu apostar mais uma vez num disco conceitual mas eles iriam ousar subir um degrau nessa escala e bolaram uma parada muito interessante. O disco conteria apenas duas músicas, sendo cada uma de um lado do LP com pouco mais de 20 minutos de duração, e conceitualmente ele seria uma representação musical de um poema que contaria a história fictícia de um gênio poeta de 8 anos de idade, chamado Gerald Bostock. Vale dizer que apesar da história ser adaptada, Ian Anderson escreveu as letras.

Musicalmente o disco é muito parecido com o antecessor mas ele ainda é mais bem produzido na minha visão, também é um disco intenso, com um ritmo agitado e uma proposta muito interessante que apesar de ter duas músicas muito longas, ele prende a nossa atenção do início ao fim.

Mesmo excluindo todo o conceito e super produção artística na roupagem de ”Thick As A Brick”, não tem como não darmos uma boa nota para o resultado dessa proposta do Jethro Tull, eles concluíram um disco de Rock Progressivo que fala por si só, um disco fechado e muito bem amarrado! Que possamos prestar uma homenagem nos 50 anos de seu lançamento!




Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

3 pensamentos

  1. Agora sim, aí está o melhor disco do Jethro Tull, na minha opinião, em termos de consistência musical, pois é isso que Thick as a Brick é: consistente e, em todos os sentidos, inovador, influenciando muitos artistas e bandas da época, que também fizeram mais tarde seus próprios trabalhos em formato semelhante ao de Thick as a Brick (exemplo: Tubular Bells, de Mike Oldfield). Com isso, Thick as a Brick tornou-se até hoje um disco pioneiro neste quesito e um marco histórico da música mundial. Não preciso acrescentar mais nada, só me resta agradecer ao gênio louco chamado Ian Anderson e a seus comparsas por darem forma e lançarem para o mundo esta obra-prima maravilhosa e grandiosa dos anos 1970, que está na minha lista básica dos 10 discos clássicos para se levar a uma ilha deserta.

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