30 anos de ”Nevermind”: O Nirvana com o pé na porta dos anos 90.

Continuando os artigos do quadro mais pedido aqui no Entre Acordes, vamos celebrar o segundo aniversariante do dia, o emblemático e antológico ”Nevermind” do Nirvana que hoje está completando exatos 30 anos. É difícil precisar tudo o que esse disco representa para o mundo da música em apenas um artigo mas vamos conversar um pouco sobre ele e saber se realmente esse é o melhor trabalho do Nirvana.

Quando a gente pensa nos anos 90, a primeira coisa que nos vem á cabeça é o movimento Grunge, cujo a gente comenta sobre aqui no Entre Acordes recorrentemente, chegamos até a fazer um podcast exclusivo sobre o movimento. E dito isso, sabemos que o Nevermind é o maior disco não só do movimento grunge e do ano de 1991, mas sim dos últimos 30 anos.

Até então a banda havia lançado apenas o disco ”Bleach” em 1989, que apesar de conter boas músicas como ”School” e ”About A Girl”, não é um disco especialmente fantástico. Ele é muito cru e pouco comercial na minha visão, mas vale mencionar que eu adoro o disco. Bom, depois do lançamento a banda não enxergou um grande retorno sobre o trabalho e em 1991 o cenário mudaria completamente para a banda, o produtor Butch Vig produziria o seu novo disco e lapidaria a banda da maneira mais precisa possível, trazendo uma consciência pop às músicas mas sem perder em nada a visceralidade e agressividade do trio Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic. Dave aliás que faria sua estreia na banda como baterista no lugar de Chad Channing, adição essa que faria total diferença no som, principalmente ao vivo.

Esse pequeno redirecionamento de composição e gravação teria tido como inspiração o Pixies, R.E.M., Smithereens e Melvins, de acordo com Kurt Cobain. Além da sonoridade mais bem acabada, o disco conta com diversos clássicos que foram eternizados para toda a posteridade no panteão do Rock, isso é louvável levando em consideração a desvalorização gradativa do gênero a partir dos anos 90.

Falando um pouco mais sobre as músicas, o disco abre com ”Smells Like Teen Spirit”, sem dúvida é a grande música desse disco e o maior sucesso do Nirvana, como curiosidade Kurt Cobain tirou o riff da música ”More Than A Feeling” do Boston, ele chega até a tocá-la no show deles em Reading no ano de 1992. A música é daquelas impossíveis de não gostar, Dave já nos mostra em sua bateria a que veio e Kurt Cobain parece cantar com toda sua fúria e alma. O videoclipe acabou se tornando um dos mais populares da MTV na época. ”In Bloom” é outra pedrada muito diferente e bem composta, pouco óbvia e muito bem colocada no disco. Eu também adoro

”Come As You Are” uma música que flerta com psicodelismo, o riff do início conta com um efeito de distorção que nos remete á um som feito dentro de uma piscina o algo do tipo, com certeza é a música que representa muito bem o disco, uma composição verdadeiramente única. ”Breed” e ”Lithium” também são das minhas favoritas e provam que o disco mantem uma constante incomparável e exalam o que Kurt sentia na época. Como transição do disco, temos ”Polly”, uma balada muito adorada pelos fãs e por mim também, da um balanço muito bom ao disco. ”Drain You” e ”Loung Act” também estão entre as minhas favoritas, duas músicas fortes e que sempre fizeram parte do setlist da banda dali por diante. A trinca final não deixa de forma alguma a peteca cair e nos traz a sensação de que os 49 minutos do disco passaram rápido demais.

A capa do álbum é um show á parte, a icônica e muito parodiada foto mostra um bebê nu chamado Spencer Elden nadando com uma nota de um dólar em um anzol. Apesar de simples, a capa se tornou praticamente uma obra de arte, frequentemente vemos paródias fazendo referências a ela e muito estampada em adesivos e camisetas, e convenhamos que de fato é uma das melhores e maiores capas de todos os tempos, fantástica!

”Nevermind” se tornou um estratosférico sucesso, vendendo milhões de cópias tanto em vinil quanto em cd, tamanho sucesso que acabou desbancando o disco ”Dangerous” de Michael Jackson do topo das paradas. Com certeza é o disco mais influente dos últimos 30 anos e na época acabou escancarando de vez a porta para o Grunge e uma sonoridade mais visceral. O Nirvana atingiu o status icônico como hoje por conta desse disco e com certeza foi merecido, é um trabalho com muita alma e verdade que apesar de eu não considerar o meu disco favorito da banda é sem dúvida um acontecimento ímpar! Fica a nossa homenagem!

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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