”Solid Air” Um desconhecido e perfeito disco de John Martyn.

Há poucos meses atrás tive uma das descobertas musicais que mais me deixaram felizes nos últimos tempos, e sempre quando isso acontece, eu logo separo uma data aqui no Entre Acordes para apresentar aos amigos que podem ainda não conhecer essa banda/disco. A recomendação de hoje é de um disco de Folk simplesmente perfeito, de John Martyn, chamado ”Solid Air”!

Como era de se esperar, o disco saiu em um dos anos mais férteis da história da música, o ano de 1973. Esse é o quarto disco de estúdio do músico inglês John Martyn, um trabalho simplesmente inacreditável, é assim que eu o definiria logo na primeira audição.

Com uma sonoridade minimalista, íntima e gloriosa, John Martyn conseguiu reproduzir um sentimento frio e ao mesmo tempo acolhedor que agrada demais até os ouvidos mais críticos e chatos por assim dizer. É o tipo de música que agrada a maioria e altera seu estado de espírito.

É difícil não destacar praticamente todas as faixas do disco, já que eu mesmo o considero um disco perfeito, mas vamos tentar ressaltar os principais pontos, a faixa de abertura ”Solid Air” traz um sentimento de melancolia que é totalmente compreensível à proposta já que ela foi dedicada à Nick Drake, grande músico e amigo de Martyn, ele havia falecido 18 meses antes do lançamento do disco. A segunda ”Over The Hill”, traz um pouco de esperança ao ouvinte, uma faixa bem alegre e ensolarada, ”Don’t Want To Know” é outro grande destaque do disco, assim como ‘‘May You Never”, essa segunda é um grande clássico de John Martyn que ficou muito conhecida de verdade no disco ”Slowhand” de 1977 onde Eric Clapton desempenhou uma grande versão.

”Solid Air” é um disco melancólico em sua maior parte, mas também é um disco reflexivo, sólido como próprio nome sugere e inesquecível. O que eu acho mais interessante no disco é a semelhança da sonoridade que ele tem com a maioria dos artistas Indie-Folk dos tempos atuais, é impressionante o estilo de canto e dos instrumentos, podemos tranquilamente arriscar que esse disco é de 2019 ou até 2021, é demais! Espero que entendam a dimensão dessa descoberta e o quão recomendável esse disco está para vocês, meus amigos. Aproveitem!

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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