35 anos de ”The Queen Is Dead”: A obra prima do The Smiths.

Uma das bandas com os fãs mais fiéis do Rock, o The Smiths também é uma das bandas mais importantes da década de 80. Morrissey e companhia duraram apenas 5 anos como banda, mas foi o suficiente para cravarem seus nomes na rocha do Rock N Roll! Hoje é um dia de fato especial, um dos discos mais importantes de todos os tempos está completando exatos 35 anos, o grandessíssimo ”The Queen Is Dead”!

A banda havia lançado apenas 2 discos até então, o ”The Smiths” de 1984 e o ”Meat Is Murder” de 1985, dois discos muito bons, com músicas clássicas da banda, mas que ainda assim não eram discos impecáveis, com um acerto em toda sua estrutura, na minha opinião. Foi então que a banda começou a desenvolver um pouco mais sua sonoridade, investindo numa produção mais refinada e acertando a mão em hits incontestáveis, esse disco seria ”The Queen Is Dead”, o título, uma forte crítica ao governo britânico da época, cujo Morrissey tinha muitas desavenças.

O disco abre com a faixa título, uma faixa muito frenética e porrada, ”The Queen Is Dead” é avassaladora e nos faz pensar que virá um disco todo acelerado daqui por diante, mas somos surpreendidos na faixa seguinte ”Frankly, Mr. Shankly”, uma balada muito divertida, com um trabalho de baixo genial de Andy Rourke. Já a faixa ”I Know It’s Over” é uma das músicas mais depressivas de todos os tempos, uma balada melancólica e triste, mas com uma letra genial.

Outro destaque absoluto é ”Cemetry Gates”, uma música bem animada musicalmente, mais uma vez com um baixo marcante de Rourke. Johnny Marr faz um trabalho genial de guitarra em todo o disco mas em especial na faixa, ”The Boy With The Torn In His Side”, é coisa de outro mundo, essa é uma das músicas da minha vida, uma composição perfeita, que muda meu estado de espírito imediatamente quando a ouço, clássica. Chegou a hora de falarmos da não só melhor música do disco mas de toda a carreira da banda, ”There Is A Light That Never Goes Out”, um verdadeiro hino dos anos 80, uma música pouco óbvia, mas que resultou num clássico atemporal, lindíssima. Curiosamente foi a última faixa composto no disco.

Infelizmente a difícil relação com a gravadora e as constantes brigas entre os integrantes fizeram com que a banda não produzissem muitas coisas além, eles lançaram apenas mais um disco de estúdio, o ”Strangeways, Here We Come” de 1987, que na minha opinião é o mais fraco de sua discografia.

Por outro lado, fomos presenteados com grandes discos e em especial esse gigante aniversariante que constantemente é listado como um dos maiores discos de todos os tempos e com razão. Se você ainda não foi convertido como fã dos Smiths, sugiro que de uma atenção a mais a ”The Queen Is Dead”! Fica a nossa homenagem e recomendação!

Autor: Neto Rocha

23 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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