50 anos de ”Pendulum”: O último fruto doce de um fim amargo para o Creedence Clearwater Revival.

Sempre quando a gente vem falar de Creedence por aqui é uma enxurrada de elogios e de qualificações acima da média para a banda. E não é pra menos, a banda lançou 6 dos maiores discos da história do Rock em apenas 3 anos, é incrível. E hoje, talvez o disco mais icônico da banda, o ”Pendulum”, está completando 50 anos!

Lembrando que neste mesmo ano, a banda havia lançado ”Cosmo’s Factory” que também ganhou uma postagem comemorativa de 50 anos aqui no Entre Acordes, então se já não bastassem terem registrado um disco fantástico no grande ano de 1970, o Creedence entrou em estúdio mais uma vez para a gravação do seu sexto disco de estúdio, o Pendulum. Como curiosidade, esse disco é o único da banda que não conteve covers em sua história e logicamente, todas as faixas foram escritas por John Fogerty.

Musicalmente, possui uma uma evolução sonora desde os discos anteriores, ele segue a fórmula mágica e infalível de John Fogerty, mas aposta em outros instrumentos como saxofone e teclado. Oque eu acredito que faz desse disco ser um verdadeiro clássico é ter um hit atemporal que vamos falar dele daqui a pouco.

O disco abre com ”Pagan Baby”, uma porrada de rock n roll sulista no melhor estilo, é a faixa mais longa do disco e conta com um trabalho fantástico de guitarra do gênio John Fogerty, ”Chameleon”, é uma música que eu jamais achei que viria de uma banda com Creedence mas que funcionou muito e mostra a competência de Forgerty, ”Have You Ever Seen The Rain”, o que eu posso dizer de uma música como essa? Ao lado de Fortunate Son é a maior música da banda, uma composição simplesmente perfeita, um verdadeiro marco na história do rock, um refrão grandioso e extremamente icônico! Tive uma oportunidade de ver uma interpretação ao vivo de John Fogerty com essa música e vou te falar, marcou minha vida. A letra dela reflete o momento triste que John enfrentava com sua relação diante dos outros integrantes.

”Pendulum” foi o disco mais trabalhoso para a banda, além das apostas em novos instrumentos e um maior refinamento na produção, ele foi o disco que mais levou tempo para ser gravado. Infelizmente ele marca o último trabalho da banda ainda numa relação ”saudável” entre os integrantes, que pouco tempo depois se separariam por brigas. Fica a nossa homenagem, nos 50 anos dessa verdadeira obra de arte!

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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