55 anos de ”Rubber Soul”: A perfeita transição dos The Beatles.

Devido ao amadurecimento, algumas bandas tendem a se verem diante de uma ruptura com a filosofia ou estilo musical que vinha seguindo desde então. Discos de transição são um momento decisivo para a banda e se ele não cumprir as expectativas, pode acabar virando um pesadelo. Mas hoje vamos comemorar os 55 anos de um disco que deu certo e entrou para história, senhora e senhores, ”Rubber Soul”, dos Beatles!

A banda vinha do já homenageado ”Help” lançado também em 1965, e mais pro fim do ano, mais precisamente 55 anos atrás, os Beatles lançaram o clássico ”Rubber Soul”, o nome teria sido uma inspiração da seringueira, que em inglês se chama ”Rubber Tree”, árvore de onde é extraído material para fazer a borracha, então a banda fez uma alteração no nome e definiu o disco como Rubber Soul.

O grande lance desse disco é analisar a rápida e fantástica evolução dos Beatles como músicos, se ouvirmos com atenção o disco anterior, o Help, podemos notar uma sutil evolução da banda, com músicas um pouco mais sérias e um pouco mais trabalhadas, acontece que no Rubber Soul a parada mudou de patamar, as composições passaram a ser muito mais densas e sérias, a começar pela icônica capa, as letras e o estilo mudaram consideravelmente. Os menininhos de Liverpool cresceram e o conceito começou a surgir, é um embrião do que viriam a ser os seguintes, ”Revolver” de 1966 e ”Sgt. Peppers And The Lonely Hearts Club Band” de 1967.

O disco também ficou marcado pelo início do atrito entre Lennon e McCartney, coisa que passou a agravar com o passar dos anos e acabou contribuindo muito para o fim da banda em 1969, e enquanto isso, George Harrison ia ganhando um espaço sutil e evoluindo com suas composições.

Falando das músicas, o disco abre com ”Drive My Car”, uma faixa um pouco mais parecida com as anteriores da banda, mas é nítido uma evolução instrumental, as temáticas do disco ainda giraram em torno de amor e vida mas agora o nível foi elevado. ”Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, essa composição de John Lennon se trata de uma traição e a letra possui uma ambiguidade muito interessante, ela é marcada pelo uso da cítara que George Harrison não desgrudou durante um período nos Beatles. ”You Won’t See Me”, é uma fantástica composição de Paul McCartney, e é uma das minhas favoritas do disco, ela reflete o momento conturbado que Paul enfrentava em seu relacionamento com Jane Asher. ”Nowhere Man”, é uma das minhas favoritas de toda carreira da banda, a letra teria sido composta numa vibe descontraída e de primeira. Já ”In My Life” é a minha favorita do disco e uma das minha favoritas da vida, uma música muita sentimental de John Lennon, ele faz uma reflexão sobre a vida e ainda contém um riff de guitarra muito bonito e também um solo de teclado muito marcante.

”Rubber Soul” foi um marco para a história da música, além de ser um disco de transição extremamente importante para os Beatles, ele também foi uma influência para milhares de artistas posteriores, por exemplo, Brian Wilson dos Beach Boys, que se inspirou imediatamente e entrou em estúdio para a gravação de ”Pet Sounds”, que também é um dos maiores discos de todos os tempos. Os Beatles evoluíram muito rapidamente na década de 60 e mudaram a música pop em cada ano de sua existência. Tudo oque eu disser aqui vai ser pouco pra colocar o real valor de ”Rubber Soul”, então fica a nossa homenagem e que vocês ouçam o disco no seu aniversário de 55 anos!


Autor: Neto Rocha

23 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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