50 anos de ”Hunky Dory”: Um David Bowie tendo o piano e violão como aliados.

Sempre quando vamos celebrar alguma efeméride da discografia de David Bowie, a gente não sabe direito o que esperar, afinal, o camaleão foi uma verdadeira usina criativa e cada disco teve uma proposta diferente. Hoje nós celebramos os 50 anos de um disco que eu acredito que a maioria dos fãs amam, o belo ”Hunky Dory”!

Apesar de já estar caminhando para seu quarto disco de estúdio, o Bowie ainda estava encontrando a sua identidade clássica que o perseguiu durante seus próximos 50 anos de carreira. Em 1970 ele havia lançado o ”The Man Who Sold The World”, um disco mais cru e mais rock n roll, depois em 1971 ele deu continuidade em seus trabalhos focando mais em compor no piano e violão, dando um tempo das turnês.

E nessa pegada mais épica com o piano, alternando com alguns momentos folk, Bowie conseguiu absorver o que de melhor ele tinha e finalizou o disco chamado ”Hunky Dory”, com uma capa marcante. Bowie era um cara que sabia ser notado. Neste disco com uma vibe mais pop que seu anterior, Bowie acertou mais na minha opinião, veremos a seguir que diversos hits já apareceram.

O disco abre com ”Changes”, logo vemos essa mudança ou evolução sonora, o piano bem aparente e nessa música e em muitas outras do disco, podemos notar refrões grandiosos que tenho certeza que inspirou muito o movimento do Glam Rock que afloraria pouco tempo depois. “Oh! You Pretty Things” é outro grande momento que da uma força maior para esse início de disco.

Agora o maior destaque do disco, sem dúvida alguma vai para ”Life On Mars?”, uma composição única, aqui temos a verdadeira identidade de David Bowie, sua essência, essa faixa se tornou um dos maiores clássicos de sua carreira. ”Quicksand” é uma música mais puxada pro Folk e pra melancolia que combina bastante com a proposta do disco e com essa nova fase do Bowie. No final do lado B, ”Queen Bitch” temos uma nova amostra de um David Bowie mais elétrico e hard rock, sem dúvida alguma, um dos maiores destaques do disco, grande música!

Eu acho que todo mundo vai concordar comigo de que esse disco é o melhor trabalho de sua carreira comparado à todos os lançados até aqui. Bowie foi foda, ele sabia que caminho seguir, ele apostou em novas influências e vertentes pouco óbvias para seu trabalho e conseguiu realizar um disco praticamente perfeito na minha opinião. É impressionante a genialidade do camaleão, e é um prazer poder ter um espaço para compartilhar meus sentimentos e minhas impressões com essa maravilhosa arte chamada música! Até a próxima!

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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