40 anos de ”Face Value”: A obra prima de Phil Collins.

Para os fãs da sonoridade clássica do pop dos anos 80, saibam que grande parte do mérito dessa revolução sonora foi a lenda Phil Collins! Um dos discos que foram extremamente influentes para a década e que também é o mais icônico da carreira do Phil é o ”Face Value”, que está completando 40 anos hoje! Vamos entender um pouco de seu contexto e ver o motivo deste ser um dos grandes discos da história da música!

Para quem não tem muito conhecimento, Phil Collins foi baterista do Genesis na fase progressiva da banda e depois cantor na fase mais pop já sem o líder Peter Gabriel no grupo. Ainda no gênesis, Phil já desenvolvia uma sonoridade bem diferente e mais palatável do que a banda vinha fazendo nos últimos anos, uma prova é foi o lançamento do disco ”Duke” de 1980. No ano seguinte, os integrantes começaram a trabalhar em seus respectivos discos solos, e Phil se preparava para o lançamento de seu primeiro, o ”Face Value”.

Já na sua vida pessoal, Phil passava por um momento delicado e triste, ele estava em processo de separação do casamento com sua esposa da época. Em meio à tristeza e desesperança, Phil se inspirou tal como Eric Clapton fez no disco Layla e passou a escrever canções temas que cercavam esse tipo de situação. Como curiosidade, Eric participou do processo de criação do disco.

Phil Collins, foi à frente do tempo, usou e abusou de instrumentos voltados mais à uma sonoridade eletrônica, como sintetizadores, bateria eletrônica e teclados. O som de bateria desse disco é fantástico e é o prenúncio de como a bateria seria trabalhada durante o decorrer da década. Phil já havia utilizado esse recurso no disco solo do Peter Gabriel de 1978.

Em ”Face Value”, somos recebidos com um mix de emoções, logo na faixa de abertura, ”In The Air Tonight”, o maior clássico de sua carreira, entendemos bem o porquê, Phil é considerado um gênio. Ele conseguiu a façanha de fazer um sucesso com mais de 5 minutos de duração sendo que nos primeiros 3, a música é construída apenas por um pequeno acompanhamento, sem grandes pretensões, mas logo somos surpreendidos com uma das mais icônicas viradas de bateria de todos os tempos. ”Behind The Lines” é uma das mais alto astral do disco e também uma das minhas preferidas, destaque mais uma vez pelo belo trabalho de bateria do Phil. Já ”Hand In Hand” é daquelas composições que surgem quando o pop passa de apenas música para arte, uma faixa basicamente instrumental e climática, é quase que uma vinheta de transição do disco, uma pausa para se entusiasmar e refletir, um dos momentos mais emocionantes do disco. Nas apresentações ao vivo ela se tornou uma verdadeira celebração!

”Face Value” foi um enorme sucesso comercial, também foi marcado por um momento delicado da vida pessoal de Phil Collins, é um disco fantástico, e na minha opinião é a sua obra prima da carreira solo. Foi um disco muito influente e fala por si só. Fica a nossa homenagem e recomendação!

Autor: Neto Rocha

23 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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