”Loaded’: O último fôlego de genialidade do The Velvet Underground.

Velvet Underground é uma das bandas da minha vida. Sua curta discografia é praticamente irretocável, todos discos únicos e hoje vamos comemorar os 50 anos de um aclamado pelos fãs, estou falando do grande ”Loaded”!

Este é o quinto trabalho da banda, eles vinham do emocionante ”The Velvet Underground” de 1969, um trabalho sério, fechado e mais bem produzido que os anteriores. O ano virou e com isso a década também mudou, a vibe mudou, os pensamentos mudaram e consequentemente a música também mudava.

Acredito que a grande diferença desse disco para os outros é que eles encarariam o rock mais direito e deixar o psicodelismo um pouco de lado talvez não os atrapalhariam em nada, muito pelo contrário, acredito que essa produção mais acaba e sonoridade mais direta, extrairia muita coisa fantástica da banda.

Falando um poucos da músicas, é impossível não falar da faixa de abertura ”Who Loves The Sun”, enquanto os Beatles estavam cantando ”Here Comes The Sun”, eles vinham com ”Quem ama o sol?”, essa era a vibe lúgubre de Lou Reed e seus colegas, grande início. ”Sweet Jane” é dos maiores clássicos da banda, uma música maravilhosa e emblemática, uma canção que marca nossas vidas. ”Rock N Roll” sem dúvida está entre as minhas favoritas da vida, como o nome diz, um rock puro e simples, Lou Reed dando aula como sempre, gênio.

É difícil falar sobre ”I Found A Reason”, é sério, eu não sei como Lou Reed conseguia entregar canções de amor tão diferentes e únicas, essa em especial nos faz refletir pelo verdadeiro sentido da vida e das nossas relações com as pessoas, uma música que encanta a alma e nos abraça. ”Oh! Sweet Nuthin”’ é uma faixa grandiosa e épica daquelas que se encaixariam muito bem como encerramento de show.

O disco marca o último antes da saída de Lou Reed, o grande nome por trás da banda, mas a grande recompensa é a carreira solo emblemática e grandiosa que ganhamos 2 anos depois! ”Loaded” é daqueles discos perfeitos, talvez seja o mais bem produzido da banda e um dos mais inspirados. Eles se adequaram bastante à sonoridade que estava rolando naquele fantástico ano de 1970 e nos dias de hoje vem crescendo no meu conceito, chego até a considerá-lo o melhor deles! Fica a homenagem e recomendação!

Autor: Neto Rocha

23 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

4 pensamentos

  1. Por uma sugestão do Biofá conheci o podcast de vocês, e agora conheço o site. Adorei os dois. Sobre esse disco: escutarei hoje, como sugestão de vocês. Gratidão

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  2. Foram utilizados três bateristas pra gravar as versões definitivas de estudio: Adrian Barber, que trabalhou na produção dos albuns do Vanilla Fudge e atuava tambem como musico de estudio e tocava numa banda, o irmão de Doug Yule: Billy Yule e Tommy Castanaro. Maureen Tucker gravou as demos, mas não entraram no album, a não ser “Rock ‘n’ Roll”, que gravou com a banda em 1969 e que se encontra na compilação “Another View” lancada nos 1980′. – marcio “osbourne” silva de almeida – jlle/sc

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