”Medicine At Midnight”: O novo disco do Foo Fighters.

Saiu hoje o 10° disco do Foo Fighters. Depois de pouco mais de 3 anos desde seu último disco, a banda retorna com um novo trabalho. O disco deveria ter sido lançado em 2020, mas por conta da pandemia, foi adiado e acabou vendo a luz do dia hoje, dia 5 de fevereiro. Vem ver o que a gente achou desse lançamento!


A banda havia lançado o bom “Concrete And Gold” de 2017, um disco honesto, criativo e regular. Após o lançamento, a banda saiu em turnê de divulgação mas em 2018, eles decidiram cessar os shows para poderem se concentrar e trabalhar em músicas que viriam a ser o novo disco, o “Medicine At Midnight”!

Mandando a real sobre como está o disco, num geral, ele não apresenta mudanças bruscas sobre a orientação sonora da banda, mas é perceptível uma nova vibe. O som tá um pouco menos polido demais, coisa que em alguns discos foi um defeito na minha opinião. Em uma visão retrospectiva, o disco anterior a esse foi um trabalho com um conceito visual e sonoro, já em “Medicine At Midnight” eu sinto uma parada menos pretenciosa mas ao mesmo tempo aposta com cautela em estilos de composições diferentes entre si no decorrer do disco que em vários momentos, funcionam.

Falando um pouco mais especificamente sobre as músicas, as 3 primeiras são bem inesquecíveis na minha opinião. A partir de “Cloudspotter” a coisa melhora aos poucos, aqui a gente nota uma composição interessante e diferente. “Waiting On A War” é a maior candidata a se tornar um clássico da banda, uma música um pouco mais complexa e com toda a vibe de sucesso. A faixa título, “Medicine At Midnight” também não faz feio e conta com um solo de guitarra muito bacana. Já a música “No Son Of Mine” é uma faixa que nos remete muito aos primórdios da banda. A música que talvez me acompanhe por mais tempo após essa primeira audição é “Chasing Birds”, uma balada muito bonita, simples e no melhor estilo “Walking After You”.

No fim das contas, o disco entrega as expectativas do público geral que acompanha a banda. Eles apostaram num disco mais pop, mais leve mas que não perde em nada a essência da banda e ainda mostra que eles conseguem trabalhar um pouco diversificados e ainda assim apresentarem um trabalho bom.

Se pegarmos a última década da banda e fazermos uma comparação com o “Wasting Light” de 2011, o “Sonic Highways” de 2014 e “Concrete And Gold” de 2017, o “Medicine At Midnight” é um disco regular. Ele não é melhor que o primeiro citado, mas já é melhor que o segundo e é quase do nível do último. Dificilmente a banda vai fazer alguma coisa genial daqui pra frente, acredito que aquele início da discografia foi muito especial mas eu fico muito feliz que o Rock segue sendo representado marcando presença num período tão pobre musicalmente no mainstream! Vida longa ao grande Dave Grohl!

Autor: Neto Rocha

23 anos. Grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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