50 anos de ”The Man Who Sold The World”: O primeiro grande disco de David Bowie.

O ”camaleão” David Bowie foi um artista completo, dentro de sua discografia, podemos encontrar uma vasta diversidade de estilos e conceitos. O início de sua carreira na segunda metade da década de 60 foi bem mediano em termos de disco, mas no ano de 1970, há 50 anos atrás, ele lançava o primeiro GRANDE disco da sua carreira, o ”The Man Who Sold The World”!

O Bowie vinha de dois discos irregulares, o homônimo disco de estreia de 1967 e o ”Space Oditty” de 1969, ambos com boas músicas mas com poucos momentos marcantes. No ano de 1970, Bowie se alinhou à sonoridade do Rock N Roll setentista que estava nascendo e começou a trabalhar em seu terceiro disco, desta vez um trabalho mais fechado e sem a divulgação de singles, valorizando mais o disco como um todo.

A sonoridade seria similar ao disco anterior ”Space Oddity”, mas o Rock ganharia mais espaço e a produção um toque mais especial e elaborado, apesar de conter o hit ”The Man Who Sold The World”, o disco também entrega boas canções coesas. Um fator que faria diferença seria a chegada do guitarrista Mick Ronson, estreando a colaboração dos Spiders From Mars com David Bowie. O grande Tony Visconty produziria o disco.

Falando um pouco das músicas, temos na abertura, ”The Width Of A Circle’’, logo de cara é válido destacar a mixagem do baixo. É surreal como o som do baixo nesse disco é predominante, do início ao fim. Grande abertura, uma uma bela switch, melodiosa com mais de 8 minutos e entrega bem como será a estética do disco. ‘’All The Madmen’’, outro grande momento, não sei como ela não virou um clássico. Só não vou dizer que é minha favorita do disco, porque existe uma faixa chamada ‘’The Man Who Sold The World’’, a faixa título, grandiosa e excepcional, ela carrega até uma certa dose de psicodelismo. Acabou ficando mais conhecida na voz de Kurt Cobain no show acústico do Nirvana. ‘’She Shook Me Cold’’, também precisa ser lembrada, a faixa mais pesada e suja do disco, uma visceralidade unida à produção padrão David Bowie. 

”The Man Who Sold The World”, é um disco muito bom, é quase que um marco na carreira do camaleão, pois aqui ele alcançou uma importante evolução sonora e visual e acabou desencadeando uma perfeita sequência de discos no decorrer da década de 70. Bowie era um verdadeiro gênio, fica a nossa homenagem nos 50 anos desse belo disco!

Autor: Neto Rocha

23 anos. Grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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