50 anos de ”Led Zeppelin III”: Um passo mais corajoso do Led Zeppelin.

A perfeita discografia do Led Zeppelin faz apenas render-nos em elogios, seus discos apesar de parecidos não são de forma alguma mais do mesmo e em cada um deles a banda teve um cuidado excepcional imprimindo um hit atrás do outro, coisa que apenas os grandes nomes da história do Rock tiveram o talento suficiente para exercer. Um dos maiores discos da carreira da banda está completando 50 anos no dia de hoje, estou falando do GRANDE Led Zeppelin III.

Led Zeppelin 1970

Após estrear com o pé na porta no ano de 1969, com dois grandes lançamentos (Led Zeppelin I e II), a banda se viu muito inspirada e numa crescente arrebatadora para começar a trabalhar no seu terceiro disco de carreira. Desta vez, o blues e o rock clássico diminuiría a sua parcela de contribuição e daria mais lugar á música Folk resultando num trabalho um pouco mais experimental e conceitual, com o Lado A mais elétrico e o Lado B mais Folk e acústico. Para colaborar em tal inspiração a banda gravaria o disco numa casa de campo e para absorver essa nova vibe, eles encontrariam um ambiente sem energia elétrica bem diferente do conforto de suas casas.

O disco abre com ”Immigrant Song”, um riff matador lembrando que o Hard Rock não foi deixado de lado por completo, uma faixa ”porrada” até o último segundo. Tenho certeza que essa levada (federal) do baixo influenciou muita gente do metal posteriormente, um verdadeiro petardo de Rock N’ Roll na sua cabeça. ”Friends” é uma faixa densa com características bastante sombrias revelando uma nova faceta da banda, ”Celebration Day”, uma faixa frenética e maravilhosa, uma paulada com riffs de guitarra matadores, Jimmy Page fez o trabalho mais refinado neste disco em comparação aos dois primeiros, ”Since I’ve Be Loving You’‘, a faixa mais longa do disco com mais de 7 minutos de duração, minha favorita de toda a carreira da banda, o som de bateria é muito inovador e os ”micro solos” que o John Bonham faz no decorrer da música são geniais. Outra coisa genial é o trabalho de guitarra de Jimmy Page, a faixa carrega um solo de guitarra praticamente do início ao fim, o lirismo da junção dos instrumentos à maneira como Robert Plant desempenha os versos é magico. Um verdadeiro épico. ”Tangerine”, composta ainda em 1968, é uma balada lindíssima que se encontra no final do lado B, que faixa magnífica, leve, majestosa e linda, uma das grandes baladas da banda.

O disco foi um dos mais esperados do ano de 1970 e apesar das críticas variadas devida á brusca mudança sonora da banda, ele foi bem recebido pelo público em geral, alcançando o topo das paradas em várias partes do mundo. Eu acredito que o único defeito que envolve o ”Led Zeppelin III” seja a a capa, apesar de eu não achar ela muito bonita ela ilustra muito bem o conteúdo experimental do disco.

”Led Zeppelin III” é um trabalho ousado da banda, apesar de conter hits, é bastante experimental e corajoso, a banda teve muita sensibilidade para absorver uma ideia que saía da linha dos dois primeiros discos apontando para algo um pouco mais lírico, abrangendo outras culturas, felizmente foi uma aposta que deu certo e resultou num dos melhores discos da banda e um dos maiores discos de todos os tempos! Fica a homenagem nos 50 anos deste clássico!

Led Zeppelin 3

 

Autor: Neto Rocha

22 anos, atleta de futebol e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

Deixe um comentário