30 anos de ”The Razors Edge”: A volta por cima do AC/DC.

Todos sabemos que o AC/DC usa a mesma fórmula em todos os discos, isso não necessariamente é uma coisa ruim, mas o público pode acabar cansando e não ficar mais disposto em ouvir materiais futuros, a banda sofreu muito com isso no decorrer do anos 80. Acontece que em Setembro de 1990, 30 anos atrás eles lançaram um disco que mudaria esse cenário, ”The Razors Edge”!

AC:DC 1990

Em 1988 eles haviam lançado ”Blow Up Your Video” e em comparação com os dois anteriores foi um grande sucesso, mas musicalmente eu considero bastante fraco. Foi aí que a banda precisou sacudir a poeira e entrar em estúdio para a gravação do disco que mudaria seu cenário, ”The Razors Edge”. Nas baquetas, ocorreu uma mudança, Chris Slade tomaria o lugar de Simon Wright que saiu da banda para tocar com o Dio.

Neste disco eles conseguiram a façanha de manter a fórmula de sucesso, mas dessa vez as composições de arena, com refrões no estilo de ”Highway To Hell” e ”You Shook Me All Night Long” estariam de volta em músicas como ”Thunderstruck”, um dos maiores sucesso da banda, a faixa de abertura chama a atenção com um Riff primoroso do Angus Young,  o vocal rasgado do Brian Johnson está como nos bons tempos da banda, um verdadeiro petardo de rock n roll, outro momento que eu também adoro no disco é ”Moneytalks”, um sucesso absurdo, essa é uma das faixas que talvez fuja um pouco da fórmula clássica, ”Are You Ready” também é outra música fantástica nesse disco, uma das que eu sinto falta nos shows da banda.

”The Razors Edge” foi um disco importantíssimo para banda, além de render alguns clássicos que ficaram presentes nos shows, ele foi uma grande volta para a banda que encarava uma vertigem após os sucessos de ”Back In Black” e ”For Those About Rock”. Não está no meu top 5 da banda, mas volta e meia eu pego ele pra ouvir, vamos revisitar essa obra nos 30 anos de seu lançamento!

The Razors Edge

Autor: Neto Rocha

22 anos, atleta de futebol e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

4 pensamentos

  1. O hoje trintão The Razors Edge é o segundo melhor álbum do AC/DC na minha opinião (o primeiro é, obviamente, o hoje quarentão Back in Black). Quem diria que eles ganhariam uma homenagem deste excelente blog pelos seus respectivos aniversários de lançamento em pleno 2020… Meus destaques vão para “Moneytalks”, “Are You Ready”, “Shot of Love”, “Fire Your Guns”, e, claro, a famosa abertura com a minha canção preferida dos australianos: “Thunderstruck”. Vida longa ao AC/DC!

    PS: cadê o texto comemorativo dos 30 anos de Painkiller, do Judas Priest? Vocês do Entreacordes estão me devendo essa…

    1. Me surpreendeu saber que o The Razors Edge é seu segundo favorito! Ele não entra nem no meu top 5, mas ainda assim eu acho um discão!

      Com relação aos 30 anos do Painkiller não deve rolar, porque eu não sou uma fã da banda e não tenho condições de falar sobre!

      1. Tudo bem, chefe… The Razors Edge e Back in Black são grandes obras-primas do AC/DC. Eu até ia colocar o For Those About to Rock (1981) para fazer uma “trinca de ouro” de discos dos australianos, mas como eu não sou muito fã do disco que veio depois do mais vendido do rock em todos os tempos por ser bem “paradão” se comparado com o anterior, resolvi deixar na “dobradinha de ouro” mesmo.

        Agora estou triste porque não vai ter o texto “atrasado” dos 30 anos de Painkiller… Pelo menos os 40 anos do British Steel já compensou tudo, até porque ele é parte da fase oitentista do Judas Priest (minha predileta), o que não quer dizer que não gosto das outras fases da banda, incluindo, claro, a fase de Painkiller. É aquela coisa: gosto, mas não sou muito fã. Falou, chefão!

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