55 anos de ”Highway 61 Revisited” – A grande virada na carreira de Bob Dylan.

Bob Dylan talvez seja o maior compositor da história da música pop, seus hits são a prova de que ele foi muito mais além do que composições genéricas de voz e violão. Na primeira metade da década de 60, ele foi um artista Folk no maior sentido da palavra, seus 5 primeiros discos são 100% nessa vertente. Mas no dia 30 de Agosto de 1965, a orientação musical de Bob Dylan mudaria, a eletricidade chegava em sua música com o lançamento de ”Highway 61 Revisited”.

Bob Dylan 1965
“Highway 61, a principal via do blues do país, começa sobre onde eu comecei. Sempre me senti como se estivesse”. Eu comecei, sempre estive nele e podia ir a qualquer lugar, mesmo no profundo país do Delta. Era a mesma estrada, cheia de mesmas contradições, as mesmas cidades de um cavalo, os mesmos ancestrais espirituais … Era o meu lugar no universo, sempre senti como se estivesse no meu sangue. ” – Bob Dylan

Dylan não se sentia completamente satisfeito com seus rumos musicais na época e ainda em 1965, Dylan lançou um disco também muito inspirado só que mesclado entre músicas elétricas e músicas acústicas o ”Bringing All Back Home”, mas só no seguinte ”Highway 61 Revisited” ele mergulhou de cabeça nessa sonoridade elétrica de verdade. O título do disco, remete a estrada que se estendia da fronteira Canadá-EUA no extremo nordeste de Minnesota, passando por Duluth, onde Dylan nasceu, ao longo do rio Mississippi até Nova Orleans, essa rota contava com diversos bares de Blues.

A capa é um clássico, uma fotografia feita por Daniel Kramer, ela mostra Dylan sentado na varanda do apartamento de seu gerente, com uma cara meio intimidadora como sempre, rs.

É difícil começar a falar sobre o disco sem falar da faixa de abertura ”Like A Rolling Stone”, talvez a música mais importante de todos os tempos, a grande composição de Bob Dylan, uma música completamente perfeita, ela já começa com a banda decendo a mão nos instrumentos mostrando que a fase voz e violão vai ficar um pouco de lado e o Folk Rock chegou pra ficar, ela conta com um grandioso refrão e inspirou diversos artistas a começarem suas carreiras e originou milhares de versões, uma faixa atemporal e emblemática. Outro momento que eu adoro é balada ”Ballad of a Thin Man”, uma faixa melancólica e que faz um contraponto perfeito na construção disco, fez muito sucesso também.

Na turnê de divulgação do disco, Dylan recebeu críticas variadas, muitas pessoas que eram defensoras daquela sonoridade Folk raiz torceram o nariz e vaiaram Dylan nas apresentações, oque ao meu ver é um absurdo completo, essa nova orientação musical só veio acrescentar á suas composições, mas Dylan resistiu a essa parcela das críticas negativas e depois passou a ser aceito.

O disco fez um sucesso gigante, liderado por seu hit incrível e alcançando o topo das paradas e até hoje considerado um dos maiores e mais influentes discos de todos os tempos. Vamos homenagear Zimmerman e seu disco mais importante, nos 55 anos de seu lançamento!

Highway 61 Revisited

Autor: Neto Rocha

22 anos, atleta de futebol e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

3 pensamentos

  1. Disco emblemático em que o trovador americano resolveu dar uma nova roupagem á sua musicalidade folk só com voz e violão, com a presença de uma banda completa. O álbum anterior dava algumas pistas de que as mudanças que Bob Dylan tinha em mente eram necessárias em sua música, mas neste trabalho excelente, ele fez jus ao dito popular “a união faz a força” e encarou este desafio de peito aberto, mesmo com toda a rejeição dos fãs mais antigos que desde o começo de trajetória o acompanhavam nesta época.

    Highway 61 Revisited é muito lembrado pelos ouvintes por conta da canção de abertura “Like a Rolling Stone”, mas o disco como um todo vai muito além disso, com destaque para a faixa-título, “Ballad of a Thin Man”, “Tombstone Blues”, ” Queen Jane Approximately” e a saideira com os 11 minutos da genial “Desolation Row”, que é a minha canção predileta de todo o repertório do Sr. Dylan (embora eu goste muito mais do álbum Desire, de 1976, que me fez logo reconhecer toda a importância do cara).

    Enfim, um discão como esse merece sim um destaque absoluto em qualquer coleção musical que se preze. Obrigado por existir, Bob Dylan!

    1. Concordo com ABSOLUTAMENTE TUDO de seu comentário, Igor! E meu favorito também é o Desire! Muito obrigado pela participação e um forte abraço!

      1. De nada, patrão… Mando-te outro abração e me desculpe os erros de escrita neste meu comentário, tá bom? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

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