40 anos de ”The Game”: A arriscada e certeira transição do Queen.

A carreira do Queen é muito bem divida entre as décadas de sua existência, apesar de possuir uma identidade muito única, a banda se adaptou com excelência em cada um dos movimentos musicais referentes à época. O disco que divide a década e o rumo musical que a banda seguia é ”The Game” que hoje completa 40 anos de seu lançamento!

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O início da década de 80 foi acompanhada por uma avalanche de movimentos musicais que se confrontavam entre si dividindo os estilos muito especificamente. Na área rock, o Punk ainda estava vivo apesar de já não estar no auge, ao mesmo tempo o Pós Punk/New Wave se desenvolvia, já no pop a Disco Music transitava por ali e o Synthpop também crescia de maneira exponencial.

O Queen vinha do disco ”Jazz” lançado em 1978, um dos discos mais pesados da banda, bastante cru e visceral. Acredito que pelos movimentos musicais e pela genialidade de todos os integrantes em serem inquietos musicalmente estarem sempre se reinventando, eles ficaram atentos ás tendências e apostaram em algo novo, esse ”novo” seria o pop em seu mais alto nível artístico. Foi aí que Freddie Mercury cortou seu cabelo mantendo no estilo que levaria até o resto da vida e um pouco mais pra frente começou a deixar seu bigode crescer. O acerto foi grande, já que o disco fez com a banda atingisse o número 1 dos USA pela primeira e única vez.

A banda estava com as ideias certas e adentrou o estúdio com sintetizadores em mãos para a gravação de ”The Game”. Na abertura, ”Play The Game”, uma das mais belas composições da banda, é uma canção no piano que Freddie Mercury sempre adotou nos discos do Queen, o legal desta faixa é a transição para o Rock que ela se desenvolve em seu decorrer. ”Dragon Attack” e ”Another One Bites The Dust” são dois petardos pops com linhas de baixo arrasadoras de John Deacon. ”Crazy Little Thing Called Love” é um dos maiores sucessos da banda, uma homenagem de Freddie á Elvis Presley que havia falecido há 3 anos, flerte ao rockabilly com intervenções de John Deacon mais uma vez com seu baixo. ”Save Me” fecha o disco no mesmo estilo de sua abertura, uma canção épica no piano na assombrante voz de Freddie Mercury.

”The Game” é um dos melhores discos do Queen e um dos maiores lançamentos do ano de 1980, é excelente do início ao fim e representa um novo momento para a banda. Dispensa maiores ”encheções” de bola já que é um clássico absoluto! Fica a homenagem nos 40 anos deste grande disco!

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Autor: Neto Rocha

22 anos, atleta de futebol e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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