50 anos de ”Mccartney”: A crua e linda estreia solo de Paul Mccartney.

O fim dos Beatles foi um verdadeiro marco para a história da música pop, após muitos atritos entre os integrantes, foi chegado á um concenso de que realmente não dava mais. Muito talento e muito ego no mesmo lugar deixou tudo muito pequeno, a evolução tanto artística quanto das personalidades de cada beatle corroboraram para o fim não amigável dos garotos de Liverpool.

No fim de 1969, Paul estava bastante triste com os rumos que sua amizade com os outros Beatles estavam tomando, ele se isolou por um período em sua fazenda na Escócia e aproveitou para trabalhar em algumas músicas para compor um novo trabalho. Mais tarde, Paul Mccartney se equipou em St. John’s Wood e fez ao contrário do que todo mundo achou que ele ia fazer, ao invés de trabalhar com uma equipe enorme e muito orçamento para chegar com o pé na porta em sua estreia solo, ele se isolou em casa e fez um disco extremamente cru e simples, que no dia de hoje, completa 50 anos desde que chegou ás lojas, o primoroso ”Mccartney’.

Mcartney Album Photo

Em ”silêncio”, Paul precisou apenas da ajuda de Linda e fez algumas adaptações como tocar bateria no banheiro e foi resposável por todos os outros instrumentos do disco. Pela melancolia do fim turbulento da banda, acredito que Paul preferiu o isolamento para por a cabeça no lugar e ter a oportunidade de trabalhar em suas músicas sem os ”pitacos” de John e George.

O álbum estreou 1 mês antes do último lançamento oficial da banda, o disco ”Let it Be”. Isso pegou muito mal para os seus colegas e demonstrou um certo desrespeito com os demais. A crítica caiu em cima do Paul por tal atitude e eu acredito que isso fez com que olhassem com mals olhos a crueza e simplicidade do disco na época. Comercialmente foi um sucesso, se manteve no número 1 da Billboard por três semanas e foi batido após o lançamento do ”Let it Be”.

Eu adoro a capa do disco, eu achava que era alguma pintura ou alguma ilustração feita exclusivamente para o álbum, porém algum tempo depois, descobri que se tratava de uma foto da autoria de Linda Mccartney, nela vemos um um pote com líquido de cereja, e outras cerejas caídas em volta, tudo isso em cima de uma mureta.

Falando um pouco das faixas do disco, temos a abertura com ”Lovely Linda”, uma composição que originalmente foi feita para testar os equipamentos durante o período de gravação mas acabou entrando no disco. ”Valentine Day” foi uma improvisação no estúdio, ”Every Night” é uma das mais belas do disco, poderia facilmente estar em algum disco dos Beatles. ”Junk’, talvez seja a mais melancólica do disco, sensível e solitária, simplesmente linda. ”Singalong Junk” é uma espécie de ”reprise” de ”Junk”, só que mais extensa e totalmente instrumental. ”Maybe I’m Amazed”, o maior sucesso do disco se encontra no final do lado B, uma lindíssima composição para Linda e uma das mais belas composições da carreira de Paul Mccartney.

Bom, ”Mccartney” é um disco de certa forma subvalorizado dentro da discografia do Paul Mccartney. Muita gente lembra dele como ”o disco que tem Maybe I’m Amazed” e não muita coisa mais, eu discordo fortemente, pra mim é um dos melhores lançamentos não só do nosso querido Paul, como também é um dos melhores discos do ano de 1970, é um disco extremamente sincero e merece toda a atenção! Fica a homenagem nos 50 anos deste lindo trabalho!

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Autor: Neto Rocha

22 anos, atleta de futebol e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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