Sabe aquela categoria de maiores discos subestimados de todos os tempos? Ela é imensa pois infelizmente as pessoas acabam se acomodando musicalmente e deixam de explorar esse infinito e rico universo que presenteia os que o explora. E mais uma vez, estou aqui para evidenciar um desses clássicos subestimados, desta vez estou falando de “Something/Anything?” do gênio multi-instrumentista, Todd Rundgren.
Para quem não o conhece, Todd é um grande músico que teve seu auge durante a década de 70, gênio do instrumento, da produção e interpretação, ele tem alguns grandes discos lançados mas o que chama mais a atenção na minha opinião é o fantástico “Something/Anything?”, lançado em 1972.
Esse é apenas o terceiro disco da carreira de Todd, trata-se de um trabalho conceitual, começando em sua estrutura, disco duplo, em que cada lado carrega uma proposta de composição, e são divididos como: Lado 1: A Bouquet of Ear-catching Melodies, Lado 2: The Cerebral Side, Lado 3: The Kid Gets Heavy e Lado 4: Baby Needs a New Pair of Snakeskin Boots (A Pop Operetta).
Com 90 minutos de duração, o disco passeia por momentos diferentes e destaco o Lado 1, que é meu favorito, ele entrega canções mais melódicas de amor, e aqui vemos uma primeira faceta de um gênio em músicas como “I Saw The Light”, “It Wouldn’t Have Made Any Difference” e “Cold Morning Light”, todos hits pop instantâneos, basta ouvir uma vez para saber que são clássicos. Se existisse só isso já seria dos maiores discos de todos os tempos, mas ainda tem mais. No decorrer do disco, Todd faz transições entre gêneros musicais, colocando pitadas de Rock Clássico, Soul, Pop, Art Rock e outros. Ele usa inserções sonoras de falas, ruídos de estúdio mas com muita sutileza, trazendo dinamismo para o disco.
De considerações finais, “Something/Anything?” é uma obra concreta da música pop. Todd entregou um trabalho bastante ousado, ainda mais para aquele ano. Vale ressaltar que ele tocou e produziu tudo nos 3 primeiros lados, e a produção por si só é revolucionária. Um músico dessa categoria não iria decepcionar e dentro de um conceito, construiu uma obra prima, essa é a verdade. Vá com a menta aberta e experimente algo diferente!

