45 anos de ”A Day At The Races”: Uma decisão certa e inspirada do Queen.

O Queen dos anos 70 não teve tempo para brincar mas sim para criar. A banda é daquelas que poderiam por si só se denominarem um gênero musical próprio de tão autorais e especiais, naquela década por exemplo eles exploraram diversos estilos, instrumentos e vertentes. Hoje vamos falar um pouco mais sobre o disco ”A Day At The Races”, que está completando exatos 45 anos!

Para quem conhece, sabe que a história da banda a partir de 1975 era de uma banda que se encontrava num mar criativo, afinal, atravessavam o lançamento de seu disco mais icônico e importante de sua carreira, o monumental ”A Night At The Opera”, um trabalho onde a banda finalmente havia encontrado o caminho ideal de sua sonoridade. Depois disso a banda decidiu seguir uma linha segura e em 1976 eles trabalharam no lançamento de um trabalho parecido esteticamente com seu anterior, a começar pelo nome, o ”A Day At The Races”.

Neste disco, o Queen faria aquele balanço interessante entre um hard rock agressivo e bem característico da época com baladas muito tocantes e entonadas para algo mais épico e nada mais justo do que apostar num vocalista que estava em ascensão dentro da sua exploração vocal. Não a toa temos músicas que se tornaram clássicos facilmente reconhecíveis da rainha britânica do rock. 

O disco começa com ”Tie Your Mother Down”, uma abertura épica que nos faz pensar que algo conceitual está vindo a seguir, mas somos surpreendidos com uma pedrada de Rock N’ Roll na cabeça, uma faixa forte que serviu para levantar a galera na maioria das apresentações ao vivo que vieram a seguir. Depois podemos notar aquele balanço que comentei, ”You Take My Breath Away”, uma balada muito sincera, com trabalhos vocais complexos e muito cuidadosos, Freddie fazia milagre no piano, seu feeling e técnica arrepiam do início ao fim. ”Long Away” é uma faixa bem subestimada do grupo, vale um destaque especial!

Vamos para a fantástica e pouco comentada “The Millionaire Waltz”, composta por Freddie Mercury, ela é um verdadeiro épico. Ela lembra bastante a pegada de ”Bohemian Rhapsody” mas está longe de ser uma faixa feita dentro de uma zona de conforto, ela possui diversas partes que se ligam durante seus quase 5 minutos, bem imprevisível e inesquecível. Já ”You And I” é quase que completamente ignorada pelo público mas é uma das minhas preferidas do disco, bem diversidade ensolarada! 

Agora chegamos nela que muito provavelmente é o maior sucesso do disco e se tornou um dos símbolos do Queen, ”Somebody to Love”, simplesmente uma das faixas mais fantásticas já compostas na história da música, épica, grandiosa e que desfila feeling e técnica do nosso querido Freddie, cada nota é alcançada praticamente com a alma, que música amigos, emocionante. Vale deixar o destaque especial para o trabalho inacreditável de Brian May na guitarra. ”White Man” já e uma pedrada muito boa parecida com a faixa que abre o disco. 

De considerações finais, o disco ”A Day At The Races” é um trabalho positivo do Queen. A banda vinha de um disco perfeito e ainda com muita inspiração e competência, eles jogaram com o mesmo modelo de jogo que deu certo e obtiveram êxito mais uma vez. É um trabalho recheado de hits e um dos melhores do ano de 1976, não preciso dizer mais nada. Aproveitem essa data especial e celebrem os 45 anos desse clássico! Fica a homenagem!


Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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