”Music Of The Spheres”: O Coldplay cortando as esperanças de uma nova guinada.


Saiu hoje o curioso e aguardado novo disco do Coldplay, o ”Music Of The Spheres”. E ai? Você já ouviu? Será que o novo disco da banda que veio de um disco muito interessante conseguiu fazer algo diferente ou de mesmo nível e obteve algum êxito? Vamos dar uma olhada em mais uma review feito aqui pelo Entre Acordes de uma das bandas mais populares dos últimos 20 anos.

”Music Of The Spheres” é o nono disco de estúdio do Coldplay. A banda vinha de um disco excelente na minha opinião, o grande ”Everyday Life” de 2019, um disco conceitual, longo e bem na contra mão daquele material menos orgânico que a banda vinha fazendo. Dois anos depois, começam a surgir novos rumores de que a banda usaria emojis no lugares de nomes nas músicas, uma proposta interessante para atingir um público adolescente mas que musicalmente é algo que eu não gosto, transmite uma coisa meio lúdica na minha opinião, meio infantil demais que não leva a lugar algum.

Mas vamos ao que mais importa, a música, será que é bom? Vamos passar um pouco sobre as faixas, ele abre com uma vinheta interessante de menos de 1 minuto, que é o emoji do Saturno, que em seguida emenda em ”Higher Power” que é um momento de respiro dentro de um disco ruim. O que me deixa mais triste é que a música que fecha o disco ”Coloratura” é uma das melhores músicas de 2021, quando foi lançada, ela realmente me chamou a atenção, parecia algo diferente, mas infelizmente está no meio de um monte de composições ruins.

De considerações finais, o disco ”Music Of Spheres” é um disco fraco. Ele se preocupa muito em dialogar os emojis com a capa que dialoga com o título do disco e acaba deixando um pouco de lado a música em si, talvez seja uma tentativa em acenar para a sociedade chata e sem conteúdo que temos nos dias de hoje. Apesar das faixas serem todas interligadas, a banda se perde com convidados que não tem o que acrescentar musicalmente para a banda e não consegue sustentar uma sequência de boas composições. O que é uma pena para uma banda que tinha tudo para ser uma referência de sua geração, melhor voltarmos e tirarmos da estante o ”Parachutes” e o ”A Rush Of Blood To The Head”. E você? O que achou do disco?

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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