30 anos de ”Temple Of The Dog”: Um supergrupo emblemático do Grunge!

O tema de supergrupos sempre me atiçou a curiosidade, a maioria desses projetos deram muito certo, grande parte deles entraram para história por sua qualidade e nome dos integrantes. Um supergrupo (dos meus favoritos) está completando exatos 30 anos do lançamento do seu homônimo disco, o grande ”Temple Of The Dog”!

Para quem não está muito familiarizado, o Temple Of The Dog, foi um supergrupo fundado no auge do Grunge no ano de 1990, por Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, essa ideia era fazer uma banda em homenagem ao colega Andrew Wood do Mother Love Bone que havia falecido há pouco tempo.

A banda era formada pelo próprio Chris Cornell, Stone Gossard na guitarra base, Jeff Ament no baixo (ambos do Mother Love Bone que posteriormente entraram para o Pearl Jam), Mike McCready (mais tarde também Pearl Jam) na guitarra solo e Matt Cameron (Soundgarden e depois Pearl Jam) na bateria. Eddie Vedder também foi convidado para fazer back in vocals no disco, nada mal, certo?

Eles iniciaram as gravações em 1990 e no mês abril de 1991 lançaram o primeiro e único disco, o autointitulado ”Temple Of The Dog” e para a nossa felicidade, o resultado foi um trabalho perfeito, sincero, cheio de emoção e completo. Cada uma das faixas traz um sentimento de despedida e melancolia muito forte que casou muito bem com a vibe do disco.

Ele já abre com ”Say Hello 2 Heaven”, um título bem sugestivo sobre do que se trata o disco. Ela abre com uma cara de balada ao mesmo tempo ela ensaia uma porrada de rock n roll que tem bem a cara do grunge. Chris Cornell canta os primeiros versos com a confiança que lhe cabe, um dos maiores vocalistas da história do mundo, uma faixa emblemática e atemporal. Eu também adoro ”Hunger Strike”, apesar de não parecer que daria certo, o dueto entre Chris Cornell e Eddie Vedder deu muito certo e é um testamento de quão técnicos e brilhantes são essas duas vozes, faixa simplesmente mágica. O poder que esse pessoal do grunge tinha é inacreditável. ”Call Me A Dog” também é um outro grande momento do disco que não pode ser deixado de ser citada.

É engraçado imaginar como a história poderia ter sido diferente se Andrew Wood não tivesse falecido, talvez os integrantes do Pearl Jam não tivessem se conhecido e uma boa parte do que foi o movimento grunge poderia não ter existido.

Tenho absoluta certeza de que se ”Andrew Wood” pudesse ver o que o Temple Of The Dog se tornou, ele ficaria extremamente feliz e emocionado com a homenagem. Fico feliz que essa reunião tenha dado um excelente disco e acredito que nem todo mundo conheça esse que pra mim é um disco do grunge que bate de frente com qualquer outro trabalho do movimento! Fica a nossa homenagem e recomendação!



Autor: Neto Rocha

23 anos. Grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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