50 anos de ”Atom Heart Mother”: Um dos primeiros trabalhos conceituais do Pink Floyd.

Tem disco que a gente pensa nele e a primeira coisa que vem à nossa cabeça é a capa, como o Sgt. Peppers, Weasels Ripped My Flesh e tantos outros. Mas a principal banda que a gente relaciona isso é o Pink Floyd, um dos mais emblemáticos discos visuais da banda está completando 50 anos, ”Atom Heart Mother”!

Pink Floyd 1970

Após lançar em 1969 o psicodélico ”Ummagumma”, e contribuir para a trilha sonora do filme Zabriskie Point in Rome, o Pink Floyd entrou no Abbey Road Studios para a gravação de seu quinto disco de carreira, as ambições aumentariam pouco à pouco e os discos conceituais estavam tendo suas sementes plantadas.

E essa nova estruturação dos discos dariam resultados, ”Atom Heart Mother” foi o primeiro disco do Pink Floyd a atingir o topo das paradas no Reino Unido, apesar de não conter nenhum GRANDE hit da banda, ele possui 2 ou 3 músicas muito idolatradas pelos fãs árduos da banda, vamos falar um pouco sobre elas.

”Atom Heart Mother”,  a faixa título abre o disco de uma maneira extremamente grandiosa, tomando todo o lado A, ela é uma Switch fantástica, talvez a minha Switch preferida do Pink Floyd, os arranjos orquestrais são de Ron Geesin. O lado B abre com ”If”, uma linda balada voz e violão de Roger Waters, ”Summer ’68” é uma das minhas preferidas, uma composição de Richard Wright, a faixa mais pop do disco, no Brasil ficou conhecida por ter sido abertura do Jornal Nacional. ”Fat Old Sun”, com certeza é a minha favorita do disco, uma composição épica de David Gilmour, apesar de parecer uma balada, ela cresce e do meio para o final David nos apresenta um dos melhores solos de guitarra da história do Rock, de chorar. “Alan’s Psychedelic Breakfast” é dividida em três partes, acompanhada por diálogos e efeitos sonoros do roadie da banda Alan Styles preparando e tomando café da manhã.

Outras coisa fantástica é a capa, uma das capas mais emblemáticas e enigmáticas do Pink Floyd, minha favorita da banda, feita pela lendária Hipgnosis, ela possui apenas um campo e uma vaca olhando para trás, simples e de muito bom gosto. A loucura está no fato de que o nome da banda, e as descrições do disco estão somente na parte de dentro do encarte.

”Atom Heart Mother” é um disco maravilhoso, não é o melhor do Pink Floyd, mas é um dos melhores, um trabalho diferente, original e fechado. Ele apresenta um boa linha musical alternado com um conteúdo psicodélico e um som viajem com duas Switchs elaboradas. Vamos pegar o ”disco da vaquinha” e colocar para rodar!

Atom Heart Mother

 

Autor: Neto Rocha

23 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

6 pensamentos

  1. Chega a ser engraçado pensar que a mesma banda que lançou discos clássicos imortais dos anos 70 como The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e o LP duplo The Wall, já fez anos antes um disco tão ousado quanto este, desde essa capa estranha que mostra uma vaca no campo (que mais tarde inspiraria o Aerosmith na criação de Get a Grip, em 1993) até o seu conteúdo musical nele contido. Atom Heart Mother hoje não é dos meus preferidos álbuns do Pink Floyd (minha banda preferida de sempre), mas pra não dizer que ele é ruim, apenas digo que ele está em um nível abaixo do que viriam a fazer nos discos seguintes. Apenas isso.

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  2. Entendo! Mas é de pensar que uma parte geração da Época do lançamento do Álbum já estavam no epicentro de lançamentos de Álbuns deste estilo. Como por exemplo: Emerson Lake Palmer, King Crimson, Yes, Van Der Graaf Genertaor e outros. Mas… o interessante no contexto do Álbum é ser o divisor de águas. O Pink Floyd renunciaria a partir desse trabalho o Psicodelismo, mesmo tendo a faixa Alan’s Pysichedelicic Breakfast! Se tornariam não apenas um gênero progressivo rotulado mas uma Banda que deixaria as outras em seu tempo e avançaria mais ao seu tempo e de gerações futuras. Acredito que o Pink Floyd abriu as perspectivas futuras de um Som mais grandioso as outras de seu tempo não conseguiram acompanhar no mesmo ritimo. E o mais interessante é que o Pink Floyd passou por bandas de Rock dos anos 70 dos mais variados estílos, do punk ao proto punk e sobreviveu com o seu prórprio estilo. Álbum 10!

    Parabéns pelo seu trabalho!

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