O que você acha que aconteceria se alguém decidir misturar, house, funk, pop japonês, rock e disco music? A primeira vista pode beirar a insanidade total, mas foi exatamente isso que a dupla formada por Thomas e Guy-Manuel acreditou para seu próximo trabalho como Daft Punk, chamado “Discovery”.
Lançado em 2001, esse é apenas o segundo disco da dupla que anteriormente havia lançado “Homework”, um álbum mais difícil e corajoso. Mas para o próximo disco o conceito seria diferente, bem mais pop e com uma identidade que consolidaria o “estilo Daft Punk”. Vamos entender um pouco melhor olhando para alguns destaques.
O disco abre com “One More Time”, que acabou virando um clássico da música pop, usada muito justamente em novos samples e outras trilhas até os dias de hoje.
Em “Aerodynamic”, a tensão é transformada e alçada em um rock mais insistente e revela que o álbum pode sim surpreender muito. O segundo maior sucesso do disco é
“Harder, Better, Faster, Stronger”, virou quase que um símbolo da música eletrônica.
Eu também gosto muito das “pausas” que eles dão ao ritmo com “Nightvision” e “Something About Us”, carregam sua alma mas pouca gente lembra delas. E também não posso deixar de destacar Minhas duas favoritas estão mais pro fim, “Voyager” e “Face To Face”, essa última é uma das mais geniais da história do grupo.
Em 14 músicas somadas em 1h de muito som, o Daft Punk conseguiu realizar um disco pop, mas com muitas camadas e praticamente perfeito. Foi e é um trabalho muito importante e influente para a música eletrônica até hoje! E se você nunca parou de verdade para entender, você tem sorte, porque pode experienciar algo mágico pela primeira vez!

