Fazia um tempo que eu não falava do “Boss” por aqui. O grande Bruce Springsteen abalou as estruturas do pop principalmente nos anos 80, mas existe um capítulo muito bacana na década anterior que vale a pena ser lembrando, mais precisamente no ano de 1978, onde ele lança o disco que me “converteu” ao seu som, o disco “Darkness on the Edge Town”.
O último lançamento até então era o grande “Born To Run”, que foi um divisor de águas naquele início de carreira, depois disso ele acabou ficando 3 anos sem lançar material inédito por contas de disputas judiciais e contratuais mas em 1978 a história muda e Bruce entrega um disco mais direto, existencial e que surpreenderia muita gente.
Neste disco o clima não seria tão festivo, mas longe da melancolia que viria mais à frente em “Nebraska”. As músicas aqui carregam um tom misto e te surpreende durante a experiência, a abertura por exemplo, é mais animada com “Badlands” que passou a ser um grande momento nos shows, já em “Something In The Night”, minha favorita, temos uma balada mais introspectiva com um tom épico interessante. Neste mesmo modo eu destaco “Racing In The Street”, grande composição que representa bem a atmosfera reflexiva do disco. “Prove It All Night” é outro destaque.
A produção de Bruce Springsteen com Jon Landau em “Darkness on the Edge of Town” é cheia, cristalina e ainda resgata a energia da E Street Band. Eu sinto que da fase mais clássica, este é provavelmente o disco menos lembrado pelo grande público, mas recomendo que o revisitem, você vai encontrar algumas das grandes composições e que nunca mais saíram do setlist!

