“School’s Out”: Alice Cooper quebrando as regras.

Muito mais que “um cara com a maquiagem”, Alice Cooper é um dos grandes revolucionários do Rock N’ Roll. Quando pensamos em um Rock “setentista” mais pesado (pelo menos em termos de estética), logo lembramos do Black Sabbath que surgiu com uma proposta sombria e ao mesmo tempo séria, por outro lado lembramos de Alice Cooper que também optou por seguir pela área do terror só que mais direcionado ao teatro de fato, algo mais performático, e num tempo muito distante das super produções que os artistas tem acesso hoje.

Confesso fico um pouco decepcionado em perceber que Alice Cooper não é tratado muitas das vezes como grande artista que merece, e hoje resolvi recomendar um dos grandes discos dele, certamente o mais conhecido, estou falando de “School’s Out”, lançado em 1972.

Alice Cooper vinha de alguns discos interessantes desde seu início de carreira na segunda metade da década de 60, como o “Killer”,e “Love It To Death” (ambos de 1971). Mas ainda assim faltava aquele trabalho que “quebraria tudo”, e esse disco chegou em 1972. Em “School’s Out”, a banda finalmente encontraria um conceito forte e bem amarrado, focado em falar com a juventude da época, e deste ponto vem essa estética “escolar”. Com um discurso sobre “quebrar as regras”, fugir da autoridade, o disco rapidamente atingiu um público alvo e não apenas de história vive um álbum, musicalmente ele entrega muito.

Dessa vez a banda apostou alto, canções interligadas, um direcionamento épico e bons riffs de guitarra. Inclusive podemos ver tudo isso logo na faixa título de abertura, monumental, histórica, se tornou o grande hit da carreira de Alice Cooper, representa toda a ideia do disco.

Em apenas 9 músicas, Alice Cooper ensinou como fazer um disco que conta uma história, carregado de identidade, com música de verdade e sem soar pretensioso. A preocupação desde a capa, passando pelas inserções de sons que apimentam a ambientação, até o último acorde da última faixa são uma verdadeira aula de como fazer um grande disco, fica a recomendação!

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Autor: Neto Rocha

28 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.