A reinvenção de Tina Turner: Como ela virou a própria lenda.

Tina Turner foi um dos maiores exemplos de como um artista pode se reinventar completamente e mudar sua trajetória mesmo não sendo tão jovem. Muitos não sabem, mas Tina foi uma personagem relevante no cenário do Rock dos anos 60, ainda como parte da banda “Ike & Tina Turner Revue” onde a proposta era um som bem na linhagem de Janis Joplin que inclusive Tina era muito comparada e de fato o estilo das duas naquele tempo era muito parecido.

Infelizmente Tina passou por maus bocados em seu relacionamento com Ike Turner, onde era indicado que ela passava por abusos e acaba ficando sufocada artisticamente. E após a separação em 1976, ela enfrentou o ostracismo dentro da indústria, vendo sua popularidade caindo cada vez mais.

Isso não foi o suficiente para que Tina desistisse da sua carreira, e quando tudo parecia completamente perdido, em 1984 ela apostou em algo muito arriscado, uma mudança drástica em sua carreira solo, longe do Rock, com um novo visual, aos 44 anos e abraçando totalmente o pop característico da década de 80.

E foi com o disco “Private Dancer”, que é excelente por sinal, onde ela conseguiu a virada de chave em sua carreira, embalada pelo single de enorme sucesso “What’s Love Got to Do with It”. Dali por diante foi só sucesso, ótimas músicas, enfileiramento de premiações e uma consolidação de carreira.

Tina Turner virou símbolo de superação, liberdade artística e talento. Inspirou toda uma geração de divas pop que surgiram nos anos seguintes e que fazem sucesso hoje em dia. E que bom que essa história cheia de traumas teve um final feliz, quem ganhou foi nós que tivemos um grande artista dessa categoria!

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Autor: Neto Rocha

28 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.