The Smiths foi uma banda que praticamente nasceu pronta musicalmente, já no seu disco de estreia, as melodias características estão lá e apesar de ser um disco mais “gelado”, pode ser considerado como um bom esqueleto do que o grupo foi até o final. Mas na minha opinião foi no segundo trabalho, o “Meat Is Murder” em que o grupo definiu exatamente que tipo de som eles queriam entregar.
Lançado em 1985, este disco marca uma ligeira evolução na melancolia da banda e também uma evidência maior no caráter contestador deles como o ativismo de Morrissey no direito dos animais. Além disso o disco trata muito sobre existencialismo e solidão. Mas o que realmente marca nesse trabalho são as guitarras de Johnny Marr que o consolida como dos maiores da década de 80.
Falando um pouco sobre as músicas, eu adoro a abertura com “The Headmaster Ritual”, muito provavelmente a melhor do disco, enigmática com uma interpretação que prova o nível de artista que Morrissey é. “That Joke Isn’t Funny Anymore”, uma das baladas mais sombrias e introspectivas dos Smiths. “Barbarism Begins at Home” é super funky e das mais poderosas da carreira.
De considerações finais, “Meat Is Murder” é o trabalho mais provocativo dos Smiths, e levantou o debate sobre o consumo de carne numa época onde isso era extremamente polêmico, além do fato de ser um disco magnífico de uma das maiores bandas da história do Reino Unido que consolidou de vez a estética sonora da banda!

