Projetos paralelos poucos conhecidos!

Quando já exploramos bastante a obra de artistas consagrados, normalmente procuramos suas referências e projetos envolvendo outras propostas de som mas que ainda carregue algo deles. É comum encontrarmos espécies de supergrupos ou até mesmo projetos totalmente diferentes do que esses artistas fizeram até então. Eu decidi ir mais afundo e separei projetos paralelos pouquíssimo conhecidos do grande público. Vamos conhecer um pouco de cada um deles!

The Honeydrippers (Robert Plant). Pois é, o icônico vocalista do Led Zeppelin, um monumento do Rock clássico da década de 70, registrou nos anos 80 um projeto com uma proposta totalmente diferente de seu trabalho consagrado, uma sonoridade R&B anos 50 e o disco “Volume One”, foi lançado em 1984 com participações especiais de Jimmy Page e Jeff Beck, vale a pena ver como Robert adaptou seu estilo num formato tão diferente.

The Cross (Roger Taylor). O grande baterista do Queen, teve sua própria banda em 1988, que lançou o disco “Shove It”. Aqui ele assume os vocais e guitarra, caindo de cabeça numa sonoridade synthpop característica da época revelando um lado pouco conhecido de Roger e como curiosidade, Freddie Mercury chega a cantar em uma das faixas.

Electronic (Johnny Marr e Bernard Summer). Este talvez seja o mais conhecido aqui da minha lista, uma parceria inesperada entre os músicos do The Smiths e New Order que deu muito certo na minha opinião. Em 1991 eles lançaram o disco de mesmo nome construído com camadas de música eletrônica mas no ponto ideal sem deixar o som muito artificial, um trabalho honesto e muito bom.

The Fireman (Paul McCartney). O ex-Beatle tem uma série de colaborações e projetos paralelos ao longo das décadas, mas talvez a menos conhecida seja a de 1998 em que fez uma parceria com o produtor Youth, onde ele explora a música eletrônica e ambiente sem medo, longe do pop tradicional, chega a ser surpreendente ver o resultado.

Jazz-Iz-Christ (Serj Tankian). O que dizer desse que para mim é o mais bizarro da lista? O líder do System of a Down, deixou o som agressivo de lado e entrou num projeto em 2013 que foca no jazz contemporâneo experimental, um trabalho sofisticado que faz uma salada de elementos, cheio de personalidade, ressaltando a versatilidade de Serj.

Eu honestamente acho muito legal quando artistas protegem sua obra e procuram outro espaço para desenvolver novas ideias, ainda mais quando são tão diferentes como vimos aqui. Ainda por cima nos abre oportunidade de conhecer outro lado musical desses ícones. E você? Já conhecia algum desses projetos paralelos?

Avatar de Desconhecido

Autor: Neto Rocha

28 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.