“Exagerado”: A estreia solo do ícone de uma geração.

Cazuza foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cena Rock Brasil bem no início dos anos 80 junto ao Barão Vermelho. Na metade da década, ele saiu da banda e optou por encaminhar uma carreira solo, e em 1985 o Brasil foi impactado pelo disco de estreia dessa nova fase de Cazuza, autointitulado e que muita gente conhece como “Exagerado”.

Neste disco o rumo sonoro já se mostra muito diferente do som estilo Rock Clássico produzido na sua época de Barão Vermelho. Neste disco, a vibe é diferente, um som muito mais voltado ao pop, com elementos eletrônicos com a cara de seu tempo, mas ainda levantando a bandeira do Rock em sua essência. E como já era esperado quando se fala em Cazuza, o resultado foi um disco praticamente perfeito.

As composições são maravilhosas, temos uma abertura com “Exagerado”, a música mais conhecida de Cazuza, uma letra forte, lírica que nasceu como um hit pronto. “Medieval II”, talvez seja minha favorita, elegante, vibrante, sofisticada, fantástica. Para fechar a trinca inicial, “Cúmplice”, que talvez defina o tom que o disco carrega, agradável e pontual.

A produção é das melhores que já ouvi entre todos os discos brasileiros da época, cristalina, limpa e moderna, cortesia de Ezequiel Neves e Nico Rezende. E de considerações finais, foi uma estreia fundamental para consolidar rapidamente uma perfeita carreira solo adiante. Cazuza, como sempre muito inspirado, grande poeta do Rock brasileiro.

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Autor: Neto Rocha

28 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.