Os discos solos do KISS: Uma chance de cada um mostrar seu potencial ou apenas uma oportunidade de vender mais?

Em 1978 o KISS se encontrava em um ótimo momento discográfico, com uma fila de ótimos lançamentos, sendo o último deles o Love Gun de 1977. E a essa altura a banda optou por uma estratégia diferente, ao invés de um novo disco reunindo as melhores composições, eles apostaram em 4 discos diferentes, cada integrante com o seu, lançados no mesmo momento, ainda sob o selo KISS. Pois então, temos os discos: Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss.

A dúvida que fica é se a banda viu uma oportunidade de capitalizar em cima de 4 lançamentos de uma vez, estimulando com que os fãs adquirissem todos eles. Ou se criaram uma boa oportunidade de cada integrante ter um ótimo espaço com algo a dizer num disco completo e provar seu valor. Me diga você!

Passeando por cada um dos discos, podemos absorver rapidamente que todos eles possuem algo em comum, a sonoridade KISS como alicerce. Não que seja necessário, mas não temos aqui uma surpresa no campo de orientação sonora mas sim diferenças de níveis de composição. Então não espere excentricidade como as carreiras solo de Mick Jagger, ou Robert Plant. E sim novas composições na vibe KISS.

Agora falando sobre qualidade, todos muito bem produzidos, alinhados com aquele momento da indústria. E como mencionei carregam uma vibe KISS muito presente, porém o que eu achei legal é que cada um carrega elementos da personalidade de cada um, por exemplo, o disco do Ace é mais Rock N’ Roll franco, o do Gene mais épico em quase todas as composições, Paul alternou momentos mais acelerados e calmos, já Peter Criss mistura um pouco de tudo isso.

Num geral eu curto essa ideia de cada integrante ter lançado um disco, mesmo acreditando que se tivessem escolhido as melhores composições de cada um e montado um belo disco em conjunto em 1978, poderíamos ter mais um ótimo disco na carreira da banda. Inclusive fiz isso numa playlist para ter uma ideia como ficaria e funcionou, vou deixar disponível para vocês.

Sei que muita gente conhece esse momento da discografia da “banda” mas achei legal trazer essa história novamente que é no mínimo muito curiosa e poucas vezes ou apenas essa, eu vi isso acontecer, com a banda na ativa. E você, o que achou desse projeto deles? Fica como recomendação!



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Autor: Neto Rocha

28 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.