55 anos do início do Monterey International Pop Festival: Um festival que abriu as portas para todos os outros que conhecemos hoje!

Para quem acha que quando se fala em festival na década de 60, temos de importante apenas o Woodstock, tenho que avisa que houve um festival em 1967, mais precisamente há 55 anos que foi responsável por influenciar até o próprio Woodstock e todos os outros que vemos nos dias de hoje! Estou falando do magnífico Monterey International Pop Festival!

Após terem se inspirado nos festivais de jazz da década 60, John Phillips, Lou Adler, Alan Pariser e Derek Taylor organizaram um novo festival com a ideia de trazer artistas em ascensão na época mas que ainda não haviam despontado completamente, sem muitos medalhões, e convenhamos que os futuros medalhões ainda estavam em início de carreira, era tudo ainda novo no meio do Rock N’ Roll que a gente conheceu.

Inicialmente a ideia era fazer um festival beneficente, e não só de Rock viria o Line up, contaríamos com diversos artistas Folk e Pop característico da década de 60 e com o auxilio de diversos curadores como Mick Jagger, Paul McCartney e Brain Wilson, aos poucos foram formados os 3 dias do festival que seriam de 17 (sexta) até 19 (sábado) de Junho de 1967.

Ao contrário do festival de Woodstock que dizem que chegou a 1 milhão de pessoas assistindo e foi um caos completo, o Monterey foi bem menor e mais organizado, sem violência suportando uma quantidade de público de no máximo 90 mil pessoas e foi realizado no clima do verão do amor Hippie que reinava entre os jovens naquela época.

Como curiosidades sobre o festival, o The Beach Boys acabaram cancelando sua apresentação na véspera do show e a organização teve que substituí-los por Otis Redding, com relação a Chuck Berry, ele foi convidado para o show, porém Chuck disse que não se apresenta de graça e como o evento era beneficente, ele acabou recusando.

Então os escolhidos para compor o Line Up do festival para os dias 17 a 19 de Junho de 1967 foram:

– Simon & Garfunkel – Eric Burdon – Johnny Rivers – Lou Rawls – The Associations – The Beach Boys (acabaram cancelando em cima da hora) – Otis Redding – Jefferson Airplane – The Byrds – Big Brother And The Holding Company – Canned Heat

Country Joe & The Fish – Al Kooper – The Paul Butterfield Blues Band – Steve Miller Band – The Electric Flag – Quicksilver Messenger Service – Moby Grape – Hugh Masekela – The Byrds – Laura Nyro – Booker T.& M.G’s –

The Mar-Keys – The Blues Project -The Group With No Name – Scott McKenzie – Grateful Dead – The Who – Jimi Hendrix – Ravi Shankar – Buffalo Springfield – Mamas & Papas

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SEXTA:

Como primeiro dia de festival, a sexta foi um pouco menor em termos de grandes performances, como destaque tivemos uma apresentação bastante enérgica e vibrante de Lou Rawls, desconhecido nome que na época tinha seu valor. Eric Burdon também se destacou ao tocar uma versão de Paint in Black. E também tivemos um encerramento mais tranquilo e suave com a música de Simon & Garfunkel que tiveram uma bela performance no fim daquela noite.

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SÁBADO:

Já no sábado as coisas começaram a mudar, um dia bem mais movimentado com algumas perfomances que abalaram as estruturas do festival. Começando o dia muito bem com Canned Heat, uma banda de blues maravilhosa. Em seguida tivemos o fogaréu de Janis Joplin com a Big Brother And The Holding Company que nunca decepcionam em termos de energia e qualidade, imagina só ouvir ”Ball And Chain” naquela onda, deve ter sido impressionante. Essa apresentação foi primordial para consolidar de vez o nome de Janis no cenário. Outro grande momento foi Otis Redding que estava em baixa na época mas com essa apresentação ele foi redescoberto e experimentou um sucesso que nunca havia tido antes, mas infelizmente ele acabou falecendo num acidente de avião poucos meses depois.

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DOMINGO:

Para o dia de encerramento do festival, tivemos muita boa, provavelmente o melhor dia desse fim de semana, com algumas apresentações que entraram para a história da música, o Grateful Dead fez uma apresentação que foi uma das mais elogiadas, bastante emocionante e épica como é a música de Jerry Garcia. Mas infelizmente acabou ficando um pouco apagada pois dois outros artistas jovens que eram os que mais faziam barulho naquela década de 60 também se apresentaram, começando por The Who, a banda britânica que fez muito barulho e literalmente quebrou tudo. E como último grande destaque, o Jimi Hendrix acabou com tudo, colocando até fogo na guitarra e cravando uma pedra fundamental e definitiva do Rock na história da música e abrindo os olhos do mundo para uma verdadeira revolução na guitarra.

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Eu gostaria de deixar como recomendação o dvd da apresentação que foi lançado oficialmente em uma imagem maravilhosa onde vemos todos os melhores momentos da apresentação, e podemos ver também toda a vibe do lugar, como tudo foi montado e organizado e é claro os shows desses artistas lendários.

Bom, o tamanho das influências e do poder do Monterey International Pop Festival é enorme, nunca antes na história houve uma reunião de artistas tão diferentes, num formato que virou um padrão para os demais festivais, com essa variada mistura de estilos, entre o Folk, Pop, Rock, Soul etc. Os anos 60 foram primordiais para a construção da indústria musical como conhecemos e nada mais justo do que celebrar os 55 anos desse importantíssimo festival!

Autor: Neto Rocha

24 anos, e grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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