50 anos de ”Cosmo’s Factory”: O auge comercial do Creedence.

Todos sabem que o Creedence nunca esteve de brincadeira em estúdio. Cada um de seus discos (sem contar com Mardi Gras), são discos impecáveis que não devem nada a nenhum lançamento de seu respectivo ano. John Fogerty provou diversas vezes que é um verdadeiro gênio e mais uma vez registrou um presente de clássicos que está comemorando 50 anos, estamos falando de ”Cosmo’s Factory”!

Creedence
“Minha música favorita de todos os tempos do Creedence era ‘Run Through the Jungle’. É como um pequeno filme em si com todos os efeitos sonoros. Nunca muda de tecla, mas mantém o seu interesse o tempo todo. É como o sonho de um músico. Ele nunca muda de chave, mas você tem a ilusão de que ele é. ” – Tom Fogerty

Vindo de um ano fora de série (1969), a banda havia enfileirado 3 discos perfeitos, ”Bayou Country”, ”Green River” e ”Willie And The Poor Boys”, uma sequência fantástica. Bom, parecia impossível encontrar mais composições á altura das anteriores para compor um novo disco, mas não nos esqueçamos que o líder da banda se chama John Fogerty. Isto posto, ”Cosmo’s Factory” estava a caminho! O nome disco veio do lugar que a banda costumava usar para ensaiar no início da carreira.

Falar sobre as músicas do disco é fácil, na abertura ”Ramble Tamble” somos recebidos com um porrada de Southern Rock na veia, um riff marcante e o vocal rasgado típico do nosso querido John Fogerty, o legal nessa faixa é a mudança que ela faz da porrada inicial para um final mais grandioso e cadenciado, abertura fantástica. A versão de ”Before You Accuse Me” também é bacana, apesar de ser um cover ele deixou uma assinatura da banda. ”Lookin’ Out My Back Door” talvez seja o maior sucesso do disco, uma balada típica que fez muito sucesso alcançando o número 2 do Hot 100. Também adoro ”Who’ll Stop The Rain”, que chegava como prenúncio do maior clássico do Creedence ”Have You Ever Seen The Rain” que chegaria ás lójas no mesmo ano no disco ”Pendulum”. ”I Heard It Through The Grapevine” também foi um cover digno demais não devendo nada para as versão mais famosa na voz de Marvin Gaye. John colocou o Rock no meio termo perfeito entre a sutileza e agressividade ao longo dos seus 11 minutos!

”Cosmo’s Factory” se tornou o maior sucesso comercial do Creedence e merecidamente. Ele originou uma turnê da banda pela Europa tocando em lugares lendários como Royal Albert Hall, sedimentando de vez a banda para a história do Rock. Hoje em dia é meu disco favorito da banda e merece todos as homenagens e reverências neste 50 anos de seu lançamento!

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Autor: Neto Rocha

23 anos. Grande entusiasta de uma das coisas mais poderosas inventadas pelo homem, a música.

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