45 anos de Jack White – Um dos músicos mais importantes surgidos no Rock dos últimos 20 anos

Para todos que acompanham a história do Rock dos últimos 20 anos, sabem da grande importância que o aniversariante possui para o desenvolvimento do gênero neste período. O excelente guitarrista e compositor Jack White, comemora hoje 45 velinhas assopradas, já com uma carreira extremamente bem sucedida, estalebecendo-se como um dos maiores músicos de Rock surgidos nas últimas duas décadas. Algo que comprava isso, é o fato de tudo que o cara toca, vira ouro. Primeiramente na fundação e ascensão do ótimo The White Stripes, que se tornou uma das maiores sensações do Rock 2000s, até a realização de outros belos projetos como The Raconteurs e The Dead Wheater, que embora sejam menos conhecidos, não devem em nada em termos de qualidade e criatividade em relação a primeira banda. E isso, sem contar a sua sensacional carreira solo inaugurada em 2012.

Para celebrar essa data, resolvi montar um top 5 com os meus discos preferidos de toda a carreira que este grande artista lançou até o momento. Uma modesta mas merecida homenagem a um dos maiores e mais relevantes músicos dos últimos tempos, que foi fundamental para manter uma chama de criatividade acesa dentro daquilo que se foi produzido no Rock And Roll das últimas 2 décadas.

The White Stripes – “Elephant” (2003)

Neste quarto álbum lançado pela dupla, a pegada Garage Blues/Rock característica do duo rende faixas sensacionais como “Black Math”, “Ball and Biscuit” (Bluesão poderoso), “There’s No Home for You Here”, “The Hardest Button to Button”, “Girl, You Have No Faith in Medicine” (que PETARDO!) e claro, a já clássica “Seven Nation Army”, já consagrado como um dos maiores riffs de guitarra do Rock.

The Raconteurs – “Broken Boy Soldiers” (2006)

Debut do quase supergrupo The Raconteurs. Neste projeto, Jack une com maestria seu Blues Rock pesado com uma vibe levemente mais psicodélica. Discaço de Rock do início ao fim, com destaques ao grande hit “Steady, As She Goes”, além de “Hands”, e belas peças Folk Rock como “Together” e “Call It A Day”. Uma baita audição!

The Raconteurs – “Consolers of the Lonely” (2008)

Segundo disco do projeto The Raconteurs, aqui, Jack e banda reúnem todos os elementos que deram certo no ótimo primeiro registro, mas desta vez, voltam ainda mais inspirados e entrosados, além de uma carga sonora mais pesada. O álbum conquista os ouvintes tanto pelas porradas Rocks como “Salute Your Solution”, “Hold Up”, “Consolers Of The Lonely” e “Attention”, como por ótimas faixas mais Folk/Blues como “Top Yourself” (com um trabalho de guitarra slide simplesmente incrível) “Many Shades Of Black” e “These Stones Will Shout”. Sem mencionar a genial música de encerramento “Carolina Drama”, extremamente arrepiante e criativa.

Jack White – “Blunderbuss” (2012)

Exibindo uma evolução cada vez mais constante como guitarrista, arranjador e produtor, em sua primeira empreitada solo, Jack White sentiu que era importante ter cada vez mais autonomia artística sobre seu trabalho. Não é a toa que ele se disponibilizou a criar o seu próprio selo, o “Third Man Records”. Embora tenha deixado um pouco de lado o peso sonoro de seus projetos anteriores, não há como não se encantar com a beleza de suas composições cada vez mais maduras, que garantiram a Jack o luxo de obter uma personalidade e assinatura musical muito particular, sem perder aquela certa “estranheza” melódica e harmônica que lhe sempre foi característico. O disco é uma seleção de canções espetaculares que reúne as melhores influências do Blues Rock juntamente com uma boa ligação com o Folk que o Led Zeppelin fez em seu terceiro disco, o “Led Zeppelin III”. Discaço!


Jack White – “Lazaretto” (2014)

Basicamente reunindo os mesmos ótimos elementos e influências de seu debut solo, mas desta vez com um certo quê de experimentalismo um pouco mais aflorado, Jack exibe uma confiança e maturidade invejável em estar no meio da ponte que une as sonoridades do passado com a tecnologia do futuro, mas criada justamente para simular um som do passado. Sem pretensão de querer se adaptar a qualquer modismos, aqui o cara se livre para tocar e experimentar o que quiser e como quiser, pegando suas maiores inspirações na boa música americana do Blues, do Country e do Folk raiz, e levando tudo isso a atingir picos criativos com muita propriedade e originalidade.

Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

Deixe um comentário