Nem sempre os espinhos são ruins. 50 anos da estreia do Cactus!

Uma banda desconhecida formada por acidente (literalmente), no início dos anos 70, qual a chance dela ser falada nos dias de hoje? Praticamente nenhuma. E é por isso que existe o Entre Acordes, para levar até você tudo aquilo de bom que a música nos oferece e que nem sempre chega ao conhecimento do grande público. Estou falando dos americanos do CACTUS, grupo formado, em Detroit, pelos ex membros do Vanilla Fudge (banda seminal de Rock do fim dos anos 60) Tim Boggert (baixo) e o grande Carmine Appice (bateria), irmão mais velho de Vinny Appice (Black Sabbath e Dio).

A intenção de Boggert e Appice era montar um trio com Jeff Beck, porém, em 1969, Beck sofre um grave acidente que o impossibilita de tocar; frustrados pela oportunidade perdida – ela seria concretizada, em 1973, com um disco MARAVILHOSO Beck, Boggart e Appice – a dupla decide montar uma banda para se manter em atividade, enquanto Beck estivesse fora de combate. Para tanto, chamaram o guitarrista Jim McCarty e o vocalista Rusty Day; assim, estava formado o Cactus, que durou apenas 4 anos, o suficiente para demonstrar a quantidade de energia e de Rock and Roll que eram capazes de exibir.

O disco de estreia do grupo, auto-intitulado, completa meio século de vida, hoje; a mistura perfeita do Hard Rock com o Blues, dificilmente fica muito melhor que isso. Uma pérola perdida que precisa ser visitada com urgência, tem tudo de bom que os anos 70 têm a nos proporcionar. Uma porrada na sua orelha do início ao fim. Músicas como ”My Lady From South Detroit”, ”Bro Bill”, ”Feels So Good” mostram toda a competência e agressividade do Cactus; o contraponto perfeito é o bluezão de dilacerar o coração chamado ”No Need To Worry”, que música, meus amigos. Tudo é perfeito e bem elaborado: a voz de Rusty, os fraseados de guitarra de McCarty, e a cozinha sempre animalesca de Boggert/Appice.

C2

Outro ponto a ser destacado é o cover de ”You Can’t Judge The Book By The Cover”, de Willie Dixon. Tenho certeza que você vai escutar e, talvez, se conhecer a versão original, nem vai notar que é a mesma música; começa como um standart de country até chegar no ápice da destruição e pancadaria que ela se transforma com o decorrer dos minutos, simplesmente fantástico. Um detalhe da polêmica capa: Olhe-a de lado e entenderá o porquê de eu ter falado isso; mesmo olhando de frente já dá pra sacar.

Enfim, sabemos que os anos 70 são absolutamente recheados de bandas excepcionais que, infelizmente, não tiveram o seu devido reconhecimento, por diversas razões. Hoje, com o benefício da retrospectiva e com o Entre Acordes, vocês têm a oportunidade de ser apresentados a estes anônimos. Não percam mais tempo!

A text by @lukaspiloto7twister

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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