Os 75 anos do Rei do Rock brasileiro

Hoje, que dia mais especial! Um dos maiores e mais aclamados artistas da história da música brasileira faria 75 anos. Aquele que é considerado o maior roqueiro que já existiu neste país, que criou um legado maravilhoso para o Rock nacional, autor de álbuns marcantes e dono de composições sublimes que estão merecidamente impregnadas no inconsciente coletivo de milhares de pessoas em todo o Brasil. Óbvio que estamos falando de Raul Seixas, ou Raulzito, o nosso eterno e gênio “Maluco Beleza”. Para celebrar esta data, selecionamos um top 5 dos melhores e mais importantes discos da carreira deste Incrível ser, que por intermédio de sua maravilhosa obra, ainda se faz muito vivo, atual e relevante. Viva o Rei do Rock brasileiro. TOCA RAUL!!!

O primeiro disco da carreira de Raulzito. Na época não fez sucesso, hoje é um considerado um clássico nostálgico e memorável!

“Raulzito E Os Panteras” (1968)

O disco de estreia de Raul Seixas que já foi “The Panthers” e “Raulzito e Seus Panteras”, foi lançado pela Odeon no final dos anos 60. Raulzito e os Panteras era o grupo que mais sabia de Rock na Bahia e inclusive era a banda que acompanhava o Roberto Carlos e Jerry Adriani quando faziam shows pelo estado. Após se mudarem para o Rio com Jerry e bater muito a cara pelas gravadoras, a banda se encontrou com Chico Anísio e Roberto Carlos e finalmente conseguiram um contrato com uma gravadora. A Odeon era a mesmo selo que lançava os discos dos Beatles no país, talvez isso explique a referência do álbum “With the Beatles” (no Brasil lançado como “Beatlemania”) na foto da capa. O LP apesar de curto (pouco menos de 25 minutos) e a inexperiência comercial que não gerou vendas, “Raulzito e os Panteras” é um disco lindo, com composições de Mariano, Eládio, Raulzito e Carleba. O disco romântico psicodélico e divertido ao estilo Baroque Pop aos padrões dos Electric Prunes, Beach Boys e os Beatles, tinha também uma pegada bem brasileira com arranjos e coros vocais bem trabalhados e ricos como “Trio Esperança” e “Nilo Amaro E Seus Cantores De Ébano”. É indispensável passar por este disco sem escutar a versão em português de “Lucy In The Sky With Diamonds” de Lennon/McCartney presente na faixa “Você Ainda Pode Sonhar”, e as três últimas faixas do lado B que revelam um Raul Seixas mais “cabra da peste” com “Me Deixa Em Paz”, “Trem 103” e “O Dorminhoco”, que traz uma letra extremamente divertida, porem muito audaciosa para os padrões da época.

Primeiro disco solo de Raul Seixas. Clássico absoluto!

“Krig-ha, Bandolo” (1973)

A Mosca que pousou em sua sopa! Como artista solo, Raul fazia sua estreia solo com esse disco, e, convenhamos… QUE ESTREIA! Sucesso absoluto e imediato; canções que, no auge da ditadura militar, pareciam nos guiar diante da escuridão. Clássicos como “Metamorfose Ambulante”, “Al Capone”, “Ouro de Tolo, entre outras. O título “Krig-há, Bandolo!” faz referência a um grito de guerra do personagem Tarzan, que significa “Lá vem o inimigo”, o que já diz tudo sobre o que vamos encontrar aqui. Um marco da música brasileira, escolhido pela revista Rolling Stone como o décimo segundo álbum mais importante de toda a música nacional. Não é pouca coisa, né!?

Este mais parece uma coletânea de sua carreira. Canções inesquecíveis!

“Gita” (1974)

O segundo disco de Raul Seixas em carreira solo e o segundo da parceria com Paulo Coelho. O lado A do disco trata de canções com a criticidade característica do grande Maluco Beleza (sutil no auge da repressão militar) misturado com singelas canções de amor que se tornaram grandes clássicos. O lado B do disco vem com as reflexões de Raul para as suas questões filosóficas, mentais, concretas e um lado mais esotérico até. “Gita” é com certeza um dos melhores e mais importantes trabalhos da carreira de Raul Seixas. Aqui temos vários inesquecíveis exemplos de canções sensacionais como “Medo da Chuva”, “Sociedade Alternativa” e a própria faixa título, que que se tornaram classicos indiscutíveis do repertório de Raulzito, que o credenciaram ao nível dos maiores artistas e compositores da história da música brasileira!

Provavelmente o seu clássico mais subestimado.

“Novo Aeon” (1975)

Um disco extremamente subestimado em sua época que, felizmente, foi redescoberto nos últimos anos, “Novo Aeon” é uma verdadeira joia. Afinal, apesar do certo fracasso de vendas, o álbum é recheado de alguns dos maiores clássicos da carreira de Raul, vide a inspiradora “Tente Outra Vez”, a icônica “Rock do Diabo” ou a hilária sátira de “Tu és o MDC da minha vida”, equilibrando o misticismo a alguns temas mais cotidianos com igual maestria. O disco favorito do próprio Raul, ele é sem dúvidas uma obra-prima!

Um dos últimos grandes discos de Raulzito.

“Há 10.000 Anos Atrás” (1976)

Após as vendas abaixo da média de “Novo Aeon” e a pressão da gravadora por mais um grande sucesso, como “Gita”, Raul volta aos estúdios para gravar um dos seus discos mais aclamados pela crítica e que marcou a sua volta ao misticismo nas letras, compostas, em sua maioria, com o escritor Paulo Coelho. Problemas com álcool e drogas começavam a atrapalhar a vida de Raul, mas nada que o impedisse de lançar dois clássicos que marcaram sua carreira: “Eu Também Vou Reclamar” e o grande hit, inspirado em uma música de Elvis Presley, seu grande ídolo, e que dá nome ao disco, “Há 10.000 Anos Atrás”, uma daquelas canções que você parece que já conhece desde o dia que nasceu. Grande disco, infelizmente, a partir dele, o nível começou a cair, apesar de ainda ter coisa boa, porém, a passagem de Raul Seixas já estava reservada para o Olimpo dos deuses do Rock Nacional.

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Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

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