Uma amostra do Led Zeppelin nos anos 80. ”Manic Nirvana” completa 30 anos!

Se o Led Zeppelin tivesse tentado fazer um álbum mais direcionado para o pop – caso a banda tivesse continuado -, eu apostaria alto que ele soaria como Manic Nirvana, quinto álbum de estúdio de ROBERT PLANT e um dos melhores de toda a sua extensa discografia; inclusive, este álbum, hoje, está completando exatos 30 anos. Aqui temos a fusão de alguns dos elementos orientados para o pop dançante e alto astral de seus discos anteriores, lançados na década de 1980, com uma abordagem retrô de vocal e guitarra que pode te remeter, em alguns momentos, à grande banda da qual Plant fez parte por uma década.

Eu sou um dos maiores entusiastas da carreira solo do Plant, ainda mais por conta de muita gente que a ignora e reza todos os dias para uma volta – totalmente sem sentido, na minha opinião – do Led Zeppelin; e, por isso, acaba deixando escapar as pérolas que Plant lançou após a morte prematura e infeliz de John Bonham. E eu falo isso por experincia própria, pois, durante muito tempo, fui um desses que só pensava em Led Zeppelin e negligenciava por completo tudo o que era lançado por seus integrantes, cheguei a recusar um ingresso que me foi oferecido para assistir a um show de Robert por saber que ele não toca Led, e, quando toca, é em versões completamente diferentes das originais. E hoje me arrependo amargamente por ter cometido essa tolice, já que não tive outra chance de vê-lo.

RP2

O dia que eu descobri o Manic Nirvana eu pirei, tamanho alto astral e atmosfera boa que ele possui, um disco irretocável do início ao fim. Guitarras marcantes, solos, bateria ao melhor estilo PhIL Collins, altos teclados e, claro, a voz sempre magnífica de Robert Plant. Só a faixa de abertura já é um baita cartão de visitas, que te pega pelo colarinho e te obrigar a sentar – ou, provavelmente, sair dançando pela sala – e ouvir o disco inteiro. ”Hurting Kind (I’ve Got My Eyes On You)” é uma das melhores músicas de Plant. Um destaque merece ser dado para o guitarrista Doug Boyle e o tecladista Phil Johnstone, que fazem um belo trabalho de arranjos e contribuíram muito para toda a parte instrumental do álbum.

”Big Love” foi o grande hit do disco, uma pérola pop que tinha os seus dois pés ainda nos anos 80, pop de arena clássico. ”I Cried” já cria um clima diferente, uma balada introspectiva muito bonita; ”The Dye On The Highway” é uma música que poderia fazer parte do repertório do Led se a banda tivesse adentrado os anos 80. Manic Nirvana é muito bem produzido, tem um som cristalino que eu tenho certeza que Quincy Jones aprovaria. Outro detalhe que eu acho muito interessante na carreira solo de Plant é a variedade presente em seus álbuns, principalmente a partir desse disco; a sensação que dá é que você está ouvindo músicas de momentos diferentes, porém, no final, casam perfeitamente bem e fazem de sua obra muito completa. Se você quer começar a ouvir Robert Plant e não sabe por onde começar, Manic Nirvana é um belo ponto de partida.

A text by @lukaspiloto7twister

Anúncios

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

Deixe um comentário