“De Stijl”: as duas décadas do segundo disco do White Stripes

Bandas formadas por apenas dois integrantes sempre existiram no mundo da música, mas o que se entende por duo rock parece ter ganhado novos contornos nas últimas décadas, com bandas como Black Keys e Royal blood, o White Stripes teve importância inegável nesse cenário, principalmente atrelada a algo mais alternativo.

Não é fácil lançar uma música que atinja todos os público a ponto de ganhar o status de hino como “Seven nation army”, que é facilmente identificada pelo baixo marcante já nos primeiros segundos; se é exagero ou não classificá-la assim, não convém aqui adentrar a discussão, mas não resta dúvidas que é uma música bem memorável e de feitos significativos.

O White Stripes sempre foi reconhecido por seu forte apelo estético, tendo como diferencial as cores características que os destacavam, ou nos videoclipes comandados por diretores de nome, como Sofia Coppola, bem como o minimalismo na escolha de usar principalmente apenas guitarra e bateria nas suas músicas, com Jack White fazendo as improvisações nas apresentações ao vivo, no piano e na guitarra e Meg White, embora claramente não seja um a exímia instrumentista, seu estilo cai como uma luva na proposta do grupo. Dito isso, não há de se esperar grandes experimentações, a carreira da dupla sempre foi marcada por beber direto da fonte de grandes bandas das décadas de 60 e 70, de Beatles à Led Zeppelin.


Embora não seja auge da criatividade alcançada em breve com “Elephant”, “De Stijl” é seguramente um avanço ao ser posto lado a lado com a estreia. Ao longo de 15 faixas, temos aqui um disco simples, ora cru, ora mais grudento, com uma estrutura mais variante e memóravel que o álbum de estreia, seja no blues “Your southern can is mine“ ou na folk “Sister, Do you know my name?”.


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Autor: Régis Moura

30 anos, piauiense, ávido ouvinte de música desde que se considera por gente, com interesses que permeiam desde rock nacional, passando pelo bom e velho hard rock, até o heavy metal.

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