“A Northern soul”: Os 25 anos de um dos maiores nomes do Britpop

Lançado no meio da explosão cultural conhecida por Britpop, revelando um amontoado de bandas que mais expressivamente duraram por volta de 1993 a 1997, o The Verve apresentava ao mundo seu segundo disco de estúdio, com um som mais sofisticado e mais melódico que o antecessor.

Em “A Northern soul”, os britânicos regressam ao seu rock radiofônico que soa como se tivesse sido feito pra tocar diante de grandes palcos, com flertes na psicodelia amplamente atualizada e redefinida para os anos 90.


Mesmo com apoio da crítica e público, as vendas ainda não pareciam ter deslanchado e o grupo ainda não tinha o reconhecimento merecido, apesar de todo esse cenário mudar drasticamente no disco seguinte, o trabalho definitivo da banda, “Urban Hymns”.
Se na estreia a produção do álbum ficou a cargo do nome que conduziu discos como “The Bends”, do Radiohead, e o excelente disco de estreia do The Stone Roses – que teve fundamental importância pro que viria a ser o britpop – aqui a produção é assinada pelo responsável pelo som do marcante “What’s the story morning glory?”, do Oasis, que aqui possui uma das letras do disco inteiramente dedicada a Noel Gallagher, que rasgou elogios ao trabalho na época de seu lançamento.
Com letras marcadas por desilusões amorosas, frustrações e com a banda aumentando ainda mais os conflitos que já eram recorrentes nas primeiros turnês, parecia quase óbvio que banda não teria uma carreira muito duradoura. “A Northern soul” não foi um sucesso imediato na época, mas ajudou a ganhar o prestígio necessário pra impulsionar a banda a lançar seu trabalho definitivo.

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Autor: Régis Moura

30 anos, piauiense, ávido ouvinte de música desde que se considera por gente, com interesses que permeiam desde rock nacional, passando pelo bom e velho hard rock, até o heavy metal.

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