There & BECK! 40 anos de um disco fantástico.

Hoje é dia de falar sobre um disco espetacular de um guitarrista fenomenal que está completando 40 anos nesta data na qual vos falo. No dia 18 de junho de 1980, JEFF BECK lançava o ótimo There & Back. Uma característica marcante dos trabalhos de Beck é a diversidade que ele emprega em suas músicas; com um toque muito pessoal, ele passeia pelo Jazz, Rock, Blues e, em alguns momentos, flerta até com a música eletrônica.

There & Back é o terceiro álbum solo de Jeff Beck; o álbum alcançou o 10º e o 21º lugar nas paradas de álbuns da Billboard Jazz e 200 da Billboard, respectivamente, o que, para um disco instrumental e de estilo que não é dos mais comerciais, é um grande feito. O álbum mostra a mudança estilística de Beck em direção ao rock instrumental, mantendo em grande parte os elementos de fusão de jazz de seus dois lançamentos anteriores, Blow by Blow (1975) e Wired (1976) – discos essenciais na discografia de qualquer amante de música. Se você ainda não os escutou, corra atrás.

“Star Cycle” foi usado por vários anos como música tema do Mid-South Wrestling nos Estados Unidos e do programa musical britânico The Tube; “The Pump” foi apresentado no filme Risky Business de 1983; “Too Much to Lose” é um cover instrumental de uma música composta pelo tecladista Jan Hammer, que foi originalmente apresentada no álbum Melodies, de 1977, do Jan Hammer Group (pra quem não sabe, Jan Hammer foi, durante muito tempo, o tecladista da FANTÁSTICA banda de Jazz Fusion Mahavishnu Orchestra, e depois saiu em uma bem sucedida carreira solo). Além de Hammer, vale muito a pena prestar atenção nas linhas magistrais de bateria criadas por Simon Phillips, orgasmáticas.

JB2

Além das canções supracitadas, ainda temos as ótimas ”El Becko”, que conta com um solo de guitarra fantástico inicial e depois entra num belo Rock and Roll, com um belo acompanhamento dos teclados; a belíssima e delicada ”The Golden Road”, aquele tipo de melodia suave e aconchegante que só Jeff Beck é capaz de nos proporcionar, coisa fina demais.

Se você está meio perdido e não sabe por onde começar a escutar Jeff, pode pegar esse disco e colocar na vitrola sem medo de errar, apesar de não ser o melhor disco dele, tem tudo o que um amante de música precisa para ficar satisfeito, e tudo isso em apenas 35 minutos; é o tempo que Beck precisa para te convencer de que ele é realmente diferenciado. OUÇAM!

A text by @lukaspiloto7twister

 

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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