O mundo novo de um velho viajante! Robert Plant ainda nos surpreende.

Hoje, quero falar com vocês sobre um cara que tenho certeza ser do conhecimento de todos, afinal de contas, quem nunca ouviu falar em Robert Plant? O que eu gostaria de dizer (na verdade,reforçar, pois já falei em outro texto) é sobre o quão maravilhosa e plural é a carreira solo do ex-vocalista do Led Zeppelin; portanto, o Entre Acordes coloca na primeira prateleira o disco mais recente de Plant, lançado em 2017, o fantástico CARRY FIRE.

Desde que deixou o Led, Plant embarcou numa longa e profícua carreira solo, a qual é difícil atribuir um estilo, tendo em vista a pluralidade que predominou em todos os seus discos desde os anos 80. Em Carry Fire, seu segundo trabalho com a Sensational Space Shifters como banda de apoio, Plant mantém a sonoridade do seu predecessor, Lullaby and.. Ceaseless Roar (2014), que consistia na mistura da música celta com a oriental e blues, algo totalmente diferente de tudo aquilo que você talvez esteja acostumado a ouvir do nosso querido Robert.

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Bom, se você gosta do acústico Unledded… No quarter, dos tempos do Page/Plant, é bem possível que você não estranhe tanto assim, pois, em vários momentos, lembra a sonoridade exótica daquele álbum; o Folk é bem explorado em Carry Fire também, o que deixa claro que, apesar da idade, a usina criativa de sua mente não para. Um artista que tem muito a compartilhar e pouco a se preocupar com os que ainda esperam ouvir Led Zeppelin em seus discos.

Não se deixe enganar pelos vocais calmos e quase sussurrados de “The May Queen” e ”Season’s Song”, eles vão te acalentar como se estivesse numa rede, no alto da montanha, sentindo a brisa vespertina em seu rosto, de tão belos que são; as guitarras densas em ”New World” vai ser o mais perto de um devaneio Led Zeppeliano que encontrarás aqui, isso se você forçar um pouco a barra. A belíssima ”Dance With You Tonight” é mais uma exibição de gala de Plant e sua voz ambulante, capaz de se adaptar a qualquer tipo de som e melodia; ”Bones Of Saints” é um Rock indiano muito interessante, música para prestar atenção, assim como todo o disco.

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Confesso que, à primeira audição, fui acometido pelo estranhamento e julguei mal o disco; após algumas tentativas mais – em especial, após a faixa-título arrebatar meu coração -, fui mudando de opinião até que chapei com a vibe do disco, mergulhei de cabeça sem medo de ser feliz. Hoje, considero um os melhores lançamentos da década; espero que com vocês também seja assim.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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