Sinta-se em casa: 50 anos de Home, do Procol Harum

Você forma uma banda lança um single que é um dos mais vendidos e conhecidos da história, abre um show para Jimi Hendrix e leva a galera ao delírio, isso tem tudo sem ter lançado um disco sequer: Prazer, PROCOL HARUM. A banda inglesa liderada por Gary Brooker, e que, à época, contava com o fantástico guitarrista Robin Trower, lançou 3 bons álbuns no final dos anos 60 até chegar em Home, disco lançado em 1970 e que completa 50 anos em 2020.

Apesar da banda ser rotulada, geralmente, como Rock Progressivo, eu diria que ela está muito mais para uma banda que mistura Psicodelia com Rock e tem, sim, algumas características de Progressivo; vamos combinar então de chamá-la de Proto Prog. Isso é o de menos, o importante aqui é resgatar esse excelente grupo que teve alguns álbuns de destaque – como este que vamos falar – mas que não teve via muito longa, já que encerraram as atividades em 1977.

Falando mais especificamente de Home, é um disco bem variado, passeando pelo blues, folk, Rock e fechando o álbum com uma suíte que tem muito de Progressivo; ótima linha de paino de Brooker em ”Whisky Train”, Robin Trower mostrando o porquê de ser um dos grandes guitarristas de sua geração em ”Dead Man’s Dream”, ”Still There’ll Be More” e Piggy Pig Pig”.

Não posso deixar de destacar a competente cozinha de Chris Copping e B.J. Wilson em ”About To Die”, na qual você pode sentir o baixo pulsante de Chris e viradas imprevisíveis e insanas de Wilson. Mas o que há de mais belo neste disco é de fato a faixa de encerramento: ”Whaling Stories”. Essa música dá pra ser chamada tranquilamente de obra de arte.

PH1

Com muita influência barroca de Johann Sebastian Bach, é o típico caso de parecer haver várias músicas dentro de uma só; uma melodia extremamente agradável e pomposa, que ganha corpo e se transforma num belo Rock and Roll, com um som típico do Heavy Metal; depois do caos, a retomada da calmaria num solo magnífico de Trower com um órgão Hammond por trás dando toda a sustentação para as notas da guitarra deleitarem nossos ouvidos, e, por fim, um coral de vozes gregoriano fantástico. Que música, senhoras e senhores.

O Procol Harum pode não ser uma banda muito conhecida e que tenha uma discografia impecável, mas quando eles acertavam a mão – como neste álbum – é inegável a qualidade da banda, e que foi muito influente para várias outras que vieram depois. Se quiserem conhecer a banda e não sabe por onde começar, aqui está uma boa pedida.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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