Uma Instituição Sonora – 50 Anos de “Blood, Sweat & Tears 3”

Na virada das décadas de 60/70, o Blood, Sweat & Tears era um sucesso tremendo. O grupo foi organizado por Al Kooper (do qual já falei muito por aqui), que acabou saindo após o primeiro disco “Child Is Father To The Man” (1968), eles trouxeram a estética Big Band para a Música Pop. Fazendo versões Jazz-Rock de grandes hits já consagrados, eles atingiram o topo das paradas com o sensacional “Blood, Sweat & Tears” (1968), e chegaram em 1970 no auge da popularidade. Hoje, o incrível “Blood, Sweat & Tears 3” completa 50 anos!

As versões de clássicos Pop são o carro-chefe da banda, e aqui elas aparecem em peso. “Hi-De-Ho” (Carole King) já nos arrebata com o estrondoso naipe de metais, e a voz cheia de Soul do Frontman David Clayton-Thomas. O mesmo acontece no excelente arranjo para “Fire And Rain” (James Taylor), de uma sutileza ímpar, e em “Lonesome Suzie”, um grande clássico da The Band, que vai da calmaria à explosão R&B.

O momento mais grandioso por aqui é o Medley “Symphony For The Devil/Sympathy For The Devil”, uma união do puro experimentalismo Jazzístico com esse clássico dos Stones, com Jams simplesmente sensacionais. A finalização fica por conta de “40,000 Headmen” (Traffic), com seus coros e passagens incríveis que deixam um inevitável gosto de quero mais.

Assim como o disco anterior, “Blood, Sweat & Tears 3” foi um imenso sucesso, escalando mais uma vez para o topo das paradas, e consolidando de vez essa INSTITUIÇÃO musical que sempre nos proporciona deleites auditivos!

Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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