O perigoso som do silêncio: A velha história que continua atual.

É, meus amigos, não tem como dissociar música da literatura, ambas são formas de arte e de cultura fortíssimas para a nossa formação intelectual. Os livros JAMAIS podem ser vistos como inimigos, e, muitas vezes, grandes artistas se utilizam de obras literárias para compor uma canção. Hoje, o ENTRE ACORDES abre espaço para ”MÚSICA FORA DOS INSTRUMENTOS”; qual é essa música? ”SOUND OF SILENCE”, da fantástica dupla Simon & Garfunkel.

Paul Simon disse que se inspirou na famosa distopia Fahreinheit 451, escrita pelo americano Ray Bradbury, que é um dos livros mais famosos e importantes do século passado. O livro foi publicado em 1953, no início da Guerra Fria e no contexto pós Segunda Guerra Mundial, quando os regimes autoritários e todas as atrocidades cometidas por eles ainda eram muito latentes na cultura europeia.

A música da dupla, lançada em 1964, fala sobre a falta de amor e comunicação entre as pessoas; o que pode ser notado claramente no livro, no qual o diálogo é visto como uma forma de ser antissocial, o pensamento crítico é tido como perturbador da paz e os livros são as ferramentas que colocariam em cheque toda essa estrutura de ”bitolação”. É permitido apenas assistir aos programas de entretenimento exibidos nas televisões das casas – geralmente, as casas têm um salão enorme, onde, ao invés de paredes, são constituídas por imensos telões que transmitem as mesmas coisas todos os dias.

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O personagem principal chama-se Guy Montag, um bombeiro que é um dos responsáveis por atear fogo nos livros das pessoas que insistem em guardá-los em casa, algo que é terminantemente proibido. E, caso você pense que leu errado, não, é isso mesmo; os bombeiros não são quem apagam o fogo, o papel deles é justamente coibir a propagação de qualquer forma ”perigosa” de intelectualidade em detrimento do sistema de alienação imposto à sociedade.

A curiosidade sobre o título do livro é que 451 Fahrenheit (equivalente a 233 graus Celsius) é a temperatura da queima do papel. O autor conta que todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, em uma máquina de escrever alugada. Enfim, leiam este livro, com certeza vai causar uma reviravolta na sua mente,e, se possível, ouçam a música junto. Experiência mais do que maravilhosa, já que, além do livro, a música é uma das coisas mais bonitas que vão escutar na vida. ”NÃO ABANDONEM OS LIVROS”, já dizia o Professor Girafales, vulgo Mestre Linguiça. Ele está coberto de razão, se há algo que nunca roubar-lhe-ão é o seu conhecimento.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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