Peter Frampton mostrando o caminho para o sucesso: 45 anos de ”FRAMPTON”

Sair de uma banda quando ela está no auge é loucura, certo? A resposta pode até ser positiva, mas para PETER FRAMPTON, com certeza a afirmativa seria outra. Após o clássico show no Fillmore, Frampton deixou o Humble Pie e decidiu focar em sua carreira solo, já que ele tinha uma visão musical diferente de Steve Marriott; no entanto, ao notar o estrondo de vendas e repercussão que cercavam sua antiga banda, o ainda jovem inglês, nascido em Londres, pensou ter feito uma burrada, portanto precisaria responder à altura para não ficar para trás.

Sua estreia solo acontece em 1972, com o disco Wind Of Change, e lançou mais dois álbuns ainda até chegar ao disco o qual destilarei algumas palavras, que, esse ano, está completando 45 anos. Sua carreira estava indo bem, mas anda faltava o estouro, aquele disco ou hit que entrasse com o pé na porta nas rádios e colocassem seu nome no topo da lista dos mais tocados e vendidos. Isso aconteceu com FRAMPTON, quarto disco de Peter. Capitaneado por seus dois GRANDES sucessos ”Show Me The Way” e ”Baby, I Love Your Way” – convenhamos, não tem como você nunca ter escutado essas músicas – era o que Peter precisava para se consolidar como um dos grandes nomes da sua geração.

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No álbum, Frampton compõe em uma ampla variedade de estilos, tanto instrumentais quanto vocais. As composições apresentam texturas de guitarra e violão, como aparente em “The Crying Clown” (contém um solo magistral de guitarra, de fazer chorar) e o instrumental acústico “Penny For Your Thoughts”. Além disso, “Nowhere’s Too Far” e “Day’s Dawning” são exemplos de rock de arena melódico no álbum. Se você estava sentindo falta de um baita Rock and Roll, ele se faz presente em ”I’ll Give You Money”, música esta que lembra seus tempos de Humble Pie, e nos faz lamentar ele ter tomado um direcionamento mais pop na carreira (embora com muita competência) porque quando ele mandava o Rock… arrebentava. Um dos meus ídolos, particularmente falando.

No ano seguinte, ele lançaria o disco ao vivo mais vendido da história do Rock, mas isso é assunto para uma outra oportunidade; Por ora, escute esses primeiros discos de sua carreira, têm muita coisa boa, mostram um Peter Frampton mais melódico, fazendo solos de guitarra como se fossem poesias, sem mencionar a bela cozinha que o acompanha, com Andy Bown e John Siomos. Um grande guitarrista, cantor e compositor, muito além de ser apenas um Sexy Symbol, rótulo que o acompanhou e o incomodou durante muito tempo, por achar que deixavam de valorizar seu trabalho e talento para focar apenas na imagem. No que depender de nós, o que prevalecerá será sempre oa imagem de um dos grandes guitarristas do seu tempo.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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