15 anos de “X&Y” – Coldplay se aproximando de seu auge

Há 15 anos atrás, uma das bandas mais aclamadas surgidas nos últimos 20 anos dava um passo importantíssimo em sua carreira, ao lançar um disco que acabaria de confirmar de vez toda a grandiosidade que a banda iria obter dali em diante. Eis que falo do grande fenômeno Coldplay e seu álbum “X&Y” (2005).

Aqui temos basicamente todas as ótimas fórmulas sonoras que encontramos nos dois primeiros e excelentes álbuns da banda, “Parachutes” (2000) e “A Rush of Blood to the Head” (2002). A principal diferença aqui está na atmosfera mais soturna e “sombria” que paira sobre todo o disco, muito graças ao uso de teclados, timbres e sintetizadores que a banda não tinha explorado até então.

Embora na minha opinião não tenham momentos tão inspirados quanto o disco antecessor, a banda ainda pôde ser capaz de entregar brilhantes composições, sendo que algumas se tornaram hits imprescindíveis e inesquecíveis para o repertório do grupo. Faixas como “Square One”, “What If”, “White Shadows” e a faixa título “X&Y” são bons exemplos de Space Rock com belos de trabalhos de guitarra e teclados que formam um clima meio épico. “Fix You”, “Talk” e “A Message” são três faixas fantásticas, de beleza sublime e possuem um desenvolvimento emocional dignos de uma experiência quase espiritual e com certeza estão entre as coisas mais lindas que a banda já produziu. Outros destaques vão para “Speed Of Sound” (ótimo Piano Rock de riff grudento e refrão marcante), “The Hardest Part” e “Swallowed in the Sea” (dois Pop Rocks encantadores) e “Til Kingdom Come” (bela faixa Folk escrita em homenagem a lenda Johnny Cash).

A tristeza do Coldplay é algo cativante e reflexivo, que o faz ser tomado por uma atmosfera que é conduzida pela voz de Cris Martin. Porém, não fica só por aí, durante a audição você pode ser direcionado a ter lembranças casadas com Radiohead e U2, e uma sonoridade totalmente melancólica, reflexiva e atmosférica. O disco em seu final vai tomando forma e a identidade do Coldplay toma mais vida, ganhando ares mais alegres e uma sonoridade mais convidativa. Por isso, “X&Y” merece sim ser enaltecido como um dos melhores trabalhos do Coldplay. Embora muitas vezes a própria banda revele um certo desprezo por esse trabalho, o que se encontra aqui são canções muito bem escritas e que já estão gravadas com muito carinho no subconsciente dos fãs. A produção é exemplar assim como a performance de todo o grupo. Os falsetes às vezes utilizados de forma meio exagerada por Chris Martin podem acabar cansando até o fim da audição, mas não compromete a sua ótima interpretação no disco, que para mim, no resultado final da obra, os grandes destaques ficam mesmo para o excelente trabalho de guitarras de Jonny Buckland (mesmo que às vezes ele soe bastante como o The Edge do U2) e uma gama de teclados e sintetizadores que trazem uma vibe muito agradável ao álbum.

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Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

Nenhum pensamento

  1. Quase 15 anos? Nossa, tenho esse CD mas nunca parei pra contar quantos anos já se passaram.

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