Os Paralamas de Volta às Vitrines – 25 Anos de “Vamo Batê Lata”

Em meados dos anos 90, os Paralamas do Sucesso passavam por um fenômeno curioso. Enquanto em solo Brasileiro estavam no “esquecimento”, no resto da América Latina eles eram ídolos, realizando inclusive gravações de suas músicas em espanhol para atender a demanda popular. Mas seus shows, sempre catárticos, nunca deixaram de atrair as multidões. Na turnê do (espetacular) “Severino” (1994), um fracasso de vendas, considerado o disco mais experimental da banda, eles resolveram gravar seu segundo disco ao vivo, chamado “Vamo Batê Lata”, e, de repente, os Paralamas eram novamente uma febre nacional. Hoje, esse retrato vibrante dos GIGANTES do Rock Brasil em cima do palco completa 25 anos!

Como é de se esperar em um show dos Paralamas, todos os sucessos estão aqui, em versões sempre sensacionais. A abertura “A Novidade” (com uma pequena citação ao Unplugged de Gilberto Gil!), o suingue baiano de “Alagados”, o espetacular Medley “Meu Erro/Soul Sacrifice (Santana)”, os metais quentes de “O Beco”, uma porrada atrás da outra, que só mostra a potência inabalável que a banda é ao vivo. As baladas também marcam presença. Da belíssima “Caleidoscópio”, ao solo sempre arrepiante de “Lanterna dos Afogados” ou o clássico cover de Fito Páez “Trac Trac”, é um clímax eterno. Destaque também para o Medley de nosso síndico em “Você/Gostava Tanto de Você”, num groove jamaicano irresistível.

As performances das canções de “Severino” também estão entre os pontos altos. Eles buscam inspiração no sertão de Luiz Gonzaga em “O Rio Severino/Paraíba”, na Paraíba de Jackson do Pandeiro em “Um a Um” e no agreste de Alceu Valença em “Não Me Estrague o Dia/Sol e Chuva”, encerrando o disco numa festa incrível.

Mas, além do show, temos um segundo CD com 4 músicas inéditas de estúdio. E, que canções! O sucesso estrondoso de “Uma Brasileira” (com Djavan), “Saber Amar” e a polêmica “Luís Inácio (300 Picaretas)” foi dos grandes responsáveis para o sucesso do disco, que tornou-se uma verdadeira febre, e o trabalho mais vendido dos Paralamas em todos os tempos. E 25 anos depois, ainda bate no pulso da artéria da rua com louvor!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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