Suzi Quatro: Os 70 anos de uma estrela

Se em pleno seculo XXI, seguir uma carreira como musicista não é fácil, imagine como seria em 1960. A enorme disparidade entre os gêneros no meio musical sempre foi fato notório, obviamente já tínhamos mulheres marcantes nesse cenário, mas a enorme maioria ganhava pouca evidencia em meio ao restante dos membros, alcançar algum papel na posição de liderança durante muito tempo foi uma realidade distante. Suzi Quatro foi uma das primeiras a, não apenas satisfeita com o fato integrar uma banda, liderar a sua própria, tocando seu baixo, cantando e escrevendo, sendo uma das primeiras quando se fala em símbolo de empoderamento e não apenas mero símbolo sexual. Ao longo das décadas, tivemos nomes de peso como Pat Benatar, Joan Jett, Patti Smith e logicamente, em terras tupiniquins, Rita Lee; todas símbolos de pioneirismo, cada uma delas deixando marca com sua próprias particularidades.

Nascida em Detroit, nos Estados Unidos, exatos 70 anos atrás, Suzi Quatro foi descoberta por empresários que viram nela um enorme potencial pra se destacar, resolvendo levá-la para o Reino Unido para começar o processo de composição, o que seria a escalada para sucesso, culminando numa  carreira solidificada mais na Europa que em seu país de origem. Sua carreira foi marcada por versões de clássicos conhecidos na voz de Elvis Presley e Little Richard, depois começa a despontar com suas próprias composições, alcançando número 1 das paradas britânicas com “Can The can”, lançou os álbuns “Suzi Quatro”, “Quatro”, ganhando bastante notoriedade, alçando o auge da popularidade por volta de 74.

Um dos maiores ídolos de Suzi sempre foi Elvis Presley, até que, impressionado com sua própria música em uma voz tão bela, Elvis prontamente deu um jeito de avisar sua equipe que estava disposto a conhecer Suzi e trocar algumas palavras com a estrela em ascensão. Entretanto, contrariando suas próprias expectativas, ela alegou ainda não estar preparada pra um encontro com seu ídolo, sendo uma das poucas pessoas que disseram não ao rei, desconhecendo que infelizmente não teria uma segunda oportunidade, com Elvis falecendo anos depois.
Com o passar dos anos, com a chegada da década de 80, apesar de menos ofuscada e não lançando trabalhos tão relevantes quanto na década anterior, o mesmo se repete com a década de 90. Em 2007, escreve sua própria autobiografia, expondo detalhes e sua carreira, os feitos, as derrotas, tudo com uma autocrítica bem humorada. Quanto a sua carreira musical, tudo parece ir bem, fazendo o que ela mais gosta de fazer na vida e celebrando mais de 50 anos de música.

Anúncios

Autor: Régis Moura

30 anos, piauiense, ávido ouvinte de música desde que se considera por gente, com interesses que permeiam desde rock nacional, passando pelo bom e velho hard rock, até o heavy metal.

Deixe um comentário