O Fruto é proibido, mas é impossível não cair em tentação: 45 anos desta pérola do Rock Nacional!

Quero começar o texto com polêmica (gostamos): Se esse disco fosse gringo, ele estaria na mesma sala de discos de ouro que está o Led I, Paranoid, Rock On, Machine Head etc… Mas, como ele é brasileiro, então ele fica relegado ao esquecimento e, muitas das vezes, é até subestimado. Eu estou falando de FRUTO PROIBIDO,  da fantástica banda Tutti Frutti.

Após sua saída dos Mutantes, nossa rainha Rita Lee vai em busca de uma banda para voltar aos estúdios. A banda Lisergia, que já contava com Luís Carlini (guitarra) e Lee Marcucci (baixo), foi assistida por Rita num show, em São Paulo, e foram convidados para fazer parte de seu projeto. Todavia, o nome foi mudado para Tutti Frutti porque Rita não gostava do nome anterior.

Após a gravação do seu primeiro álbum Atrás do Porto Tem Uma Cidade, de 1974, muito pautado no Hard Rock, uma importante mudança ocorre na formação da banda; a saída do baterista Emilson Colantonio e a entrada do VISCERAL e ANIMALESCO Franklin Paolillo. Além disso, eles deixam a gravadora Phonogram e assinaram com a Som Livre, que prometera a eles mais liberdade e autonomia nas gravações, o que havia sido totalmente diferente na antiga gravadora, com várias interferências que incomodavam os músicos.

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Agora, sim, a banda estava pronta para chutar a porta e mostrar que o Brasil tem Rock and Roll SIM!!! E, se você ainda duvida disso, precisas de um corretivo; para isso que estamos aqui. Se liguem só nesse repertório e digam-me se não parece uma coletânea: ”Dançar Pra Não Dançar”, um dos grandes hits da música brasileira ”Agora Só Falta Você”;  a blueseira ”Cartão Postal”, que conta com uma excelente participação de Guilherme Bueno no piano. A ESPETACULAR ”Esse Tal de Roque Enrow”, na qual é simulado um diálogo de uma mãe com um psiquiatra acerca dos comportamentos incomuns de sua filha.

”Pirataria”, que é um Blues Rock de gente grande, onda toda a banda mostra sua competência. O disco fecha com chave de ouro: ”Ovelha Negra”, outro grande hit e que ganhou um solo de guitarra ANTOLÓGICO do mestre Carlini; o tão aclamado solo que, em entrevistas, o próprio revelou ter tido que insistir para colocar, já que a música, previamente pronta, não contava com o solo final. Ainda bem que ele foi insistente e, hoje, podemos contemplar esta maravilha de música e de solo.

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Um marco do Rock Nacional, uma verdadeira obra prima e que, esse ano, completa 45 anos (escolhido pela revista Rolling Stone como 16º maior disco nacional de todos os tempos); está muito mais do que recomendado, é quase que uma obrigação ouvir esse disco pelo menos uma vez na vida; a gravação e o som são impecáveis, um time de músicos de primeira linha e nossa rainha eterna do Rock and Roll nos brindando com sua voz. AGORA SÓ FALTA VOCÊ!

A text By @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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