“Miles Davis: Birth Of The Cool” As Dores, Amores e Revoluções de um Gênio

Filmes sobre Jazz são realmente uma mina de ouro. Poderia fazer textos e mais textos, como já trouxe por aqui o obrigatório “Chasing Trane”. Hoje, nada melhor do que trazer o documento definitivo do que é o maior nome da história do Jazz, e um dos maiores da história da música. É o que temos no excelente “Miles Davis: Birth Of The Cool” (2019)!

Como o esperado para qualquer documentário que se preze, “Birth Of The Cool” contém depoimentos de MUITO peso. Desde os músicos e amigos que o acompanharam por toda a sua carreira, como Wayne Shorter, Jimmy Cobb (R.I.P), Herbie Hancock, Gil Evans e Marcus Miller, além de familiares e filhos musicais, verdadeiros fãs de seu trabalho como ninguém mais ninguém menos que Carlos Santana. Traçando um panorama geral e muito detalhado, ele vai de sua infância assombrada pelo racismo no interior do Illinois, seus primeiros passos na música, suas idas e vindas com as drogas, e tudo o que o impulsionou a ser o maior revolucionário e inventor da história do Jazz.

Um aspecto que muito me chamou a atenção foi seu relacionamento com as mulheres. Frances Davis, Betty Davis, Juliette Greco, todas foram musas inspiradoras e que moldaram o que seria a música de Miles, mas, ao mesmo tempo, o documentário faz o certo e mostra o lado sombrio daquelas histórias. Seu comportamento muitas vezes violento, agressivo e negligente é condenável, o que dá um tom de honestidade ao filme.

Para quem quer entrar na mente de Davis, suas próprias palavras são narradas por Carl Lumbly, aquela voz áspera, aerada, que adiciona muito à sua mística e nos faz mergulhar profundamente em cada fase de sua vida. Para qualquer fã, não so de Jazz, mas da música em geral, “Birth Of The Cool” é super indicado!

Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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